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Dois comerciantes entregaram à Polícia Civil de Minas Gerais, nessa terça-feira (7), relógios e tênis que teriam sido levados do apartamento do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, mortos no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os objetos teriam sido vendidos por Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa e investigada pela morte do casal.
Objetos teriam sido vendidos por Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa e investigada pela morte do casal.
Segundo a PCMG, os materiais foram apreendidos e os comerciantes foram ouvidos e liberados após prestarem esclarecimentos. A corporação informou que os bens serão devolvidos aos familiares das vítimas depois da conclusão dos procedimentos legais.
Comerciantes entregam relógios e tênis ligados a roubo após morte de casal de idosos em BH.
Foto: (Polícia Civil de Minas Gerais/Reprodução)
As apurações indicam que parte dos pertences do casal foi negociada na região da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. A Itatiaia apurou que um comerciante entregou seis relógios à polícia, além de tênis que teriam sido repassados por valores baixos. Um relógio Cartier, avaliado em cerca de R$ 80 mil, ainda era procurado pela investigação até a última atualização consultada.
Paola é apontada pela Polícia Civil como a principal suspeita do crime. A Justiça converteu a prisão em flagrante dela em preventiva na sexta-feira (3), e a decisão cita, em tese, dois crimes de latrocínio consumado, roubo seguido de morte.
Comerciantes entregam relógios e tênis ligados a roubo após morte de casal de idosos em BH.
Foto: (Polícia Civil de Minas Gerais/Reprodução)
Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados sem vida dentro do imóvel onde moravam, na tarde de terça-feira (30). A investigação aponta que Paola havia sido indicada para prestar serviço no apartamento e, após o crime, deixou o prédio carregando bolsas e sacolas com objetos de valor das vítimas.
A perícia da Polícia Civil identificou clonazepam no sangue do casal, conforme reportagem da CNN Brasil. A suspeita teria relatado à polícia que colocou comprimidos em um suco antes dos ataques. A dinâmica completa ainda é investigada.
Em manifestação anterior, a defesa de Paola afirmou que as razões defensivas serão apresentadas no momento processual adequado e que qualquer conclusão sobre a responsabilidade da investigada deve ocorrer dentro do devido processo legal. A Polícia Civil informou que as investigações seguem para esclarecer todos os fatos, localizar eventuais bens ainda não recuperados e apurar responsabilidades.