Senado aprova linha de crédito de até R$ 15 bilhões para empresas afetadas por tarifas dos EUA

Proposta do Plano Brasil Soberano segue para sanção presidencial e prevê empréstimos operados pelo BNDES, com regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

08/07/2026 às 20:46 por Redação Plox

A proposta aprovada pelo Senado cria uma linha de crédito de até R$ 15 bilhões para apoiar empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pelos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Senado aprova linha de crédito de até R$ 15 bilhões para empresas afetadas por tarifas dos EUA

Foto: Foto: Carlos Moura/Agência Senado


Os principais pontos são:

  • O projeto integra o Plano Brasil Soberano.
  • Após a aprovação no Senado, o texto segue para sanção presidencial.
  • Os recursos não serão concedidos a fundo perdido: tratam-se de empréstimos que deverão ser pagos pelas empresas.
  • As condições da linha de crédito — como juros, prazos e critérios de acesso — ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Quem poderá acessar o crédito

Poderão solicitar financiamento:

  • empresas dos setores industrial, agropecuário, pesqueiro, florestal e mineral;
  • fornecedores ligados a essas cadeias produtivas;
  • cooperativas e associações;
  • empresas consideradas estratégicas para o comércio exterior.

Como o dinheiro poderá ser usado

Os financiamentos poderão ser destinados a:

  • manter as operações das empresas;
  • comprar máquinas e equipamentos;
  • ampliar a capacidade de produção;
  • investir em tecnologia;
  • adaptar produtos para conquistar novos mercados internacionais.

Origem dos recursos

O financiamento será composto principalmente por:

  • saldo disponível do Fundo de Garantia à Exportação;
  • recursos do Ministério da Fazenda;
  • dotações do Orçamento da União.

A operação da linha de crédito ficará sob responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que poderá conceder os financiamentos diretamente ou por intermédio de bancos credenciados.

A medida busca reduzir os impactos do chamado "tarifaço" sobre as empresas exportadoras e ajudá-las a manter investimentos, preservar empregos e diversificar mercados de exportação.

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