O júri do Caso Caio Domingues, realizado no Fórum de Timóteo, ganhou um momento de forte impacto nesta sexta-feira com a exibição de um vídeo no qual João Victor Bruno Coura de Oliveira confessa a execução do crime. A gravação, feita oito dias após o assassinato de Caio, foi obtida com exclusividade pelo PLOX e traz detalhes da ação, desde o planejamento até os instantes finais.
Acompanhe na Live.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os promotores Frederico Duarte Castro e Jonas Junio Linhares Costa Monteiro afirmam que Luith, então esposa da vítima, teria planejado detalhadamente o assassinato do marido com o auxílio de João Victor, com quem mantinha contato havia cerca de seis meses. Motivada por dívidas financeiras e pela intenção de receber o seguro de vid
João Victor, atualmente com 23 anos, responde ao lado de Luith Silva Pires Martins, de 41 anos, que, segundo o Ministério Público, teria arquitetado a morte do marido para receber o seguro de vida e quitar dívidas. Os promotores Frederico Duarte Castro e Jonas Junio Linhares Costa Monteiro sustentam que Luith prometeu pagar R$ 10 mil ao executor.
Foto: Maressa Nascimento/Plox O homicídio foi classificado como qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa e uso de meios que impediram a defesa da vítima. Caio foi alvejado dentro de seu carro, com o cinto de segurança afivelado. Conforme a acusação, João Victor aguardava escondido enquanto Luith conduzia o marido até o ponto combinado. Após os disparos, ela teria simulado tentativa de socorro e encenado um latrocínio, incluindo o desaparecimento de uma bicicleta que estava no veículo.
Foto: Andressa Estevão/PLOX Durante a confissão, João Victor afirmou que aceitou a proposta de Luith por estar endividado com traficantes e precisando de dinheiro, mas negou que tivesse ocorrido um assalto. Ele declarou que a ideia do crime partiu inteiramente de Luith, que alegava sofrer ameaças e agressões do marido.
Foto: Andressa Estevão/PLOX Os jurados, dois homens e cinco mulheres, foram isolados em um hotel ao final da sessão de quarta-feira para evitar contato com o público até a retomada dos trabalhos. A defesa de Luith, formada por cinco advogados, afirmou em entrevista que as investigações contêm falhas graves e que a acusação se baseia em premissas frágeis.
Justiça não é colocar qualquer pessoa atrás das grades, mas sim a pessoa que realmente cometeu o crime", destacou um dos defensores.
Caso sejam condenados, os réus podem pegar de 12 a 30 anos de prisão pelo homicídio, além das penas previstas pelo Estatuto do Desarmamento.