Com quatro indicações ao Oscar, ‘O Agente Secreto’ retorna aos cinemas em várias cidades
Longa brasileiro iguala feito histórico de "Cidade de Deus", volta ao circuito do Vale do Aço impulsionado por quatro indicações ao Oscar,
A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Regional de Itabira, indiciou um médico por prevaricar, deixar de praticar um ato do seu ofício, durante o seu plantão do dia 25 de maio deste ano, fato ocorrido no Hospital Municipal Waldemar das Dores, em Barão de Cocais.

Segundo a PC, na ocasião, o médico se recusou a atestar o óbito de um paciente que havia sido socorrido pelo SAMU com uma parada cárdio-respiratória, encaminhando o corpo ao Posto Médico Legal de Itabira sem um justo motivo para tanto.
O Posto Médico Legal deve atuar somente em casos de mortes violentas ou suspeitas, local onde um Médico Legista realiza a necropsia do corpo.
Conforme a Resolução 1.779/2005 do Conselho Regional de Medicina e o Código de Ética Médica (art. 15), é obrigação do médico que assistiu o paciente atestar o seu óbito, salvo em casos de mortes violentas ou suspeitas, com a formalização da devida justificativa.
Segundo o Delegado Regional de Itabira, Helton Cota Lopes, são reincidentes na região, especialmente em Barão de Cocais, casos em que médicos, por insegurança ou alguma outra razão, se recusam a cumprir sua obrigação e atestar o óbito do seu paciente. Com isso, em municípios que não possuem o Serviço de Verificação de Óbitos, e para que a família não fique desamparada, o Médico Legista fornece o atestado de óbito.
.jpg)
"Para tentar evitar o prolongamento do sofrimento dos familiares da pessoa que faleceu, expedimos ofícios em 2019 e em junho do corrente ano a todas as Secretarias de Saúde dos municípios que compõem a área da Delegacia Regional de Itabira, inclusive encaminhando documentos detalhando a obrigação dos médicos de atestar os óbitos em casos como o que foi investigado no presente Inquérito Policial. Infelizmente, a situação continuou se repetindo em Barão de Cocais, o que culminou no indiciamento de um médico pela prevaricação", afirmou o delegado.
A prevaricação é um crime previsto no art. 319 do Código Penal, com uma pena de detenção que varia de 3 meses a 1 ano.