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PCMG aponta fraude em sistema da prefeitura e indicia ex-servidora por desvio de recursos; saiba mais
Ex-servidora é indiciada por peculato eletrônico e outras cinco pessoas por lavagem de dinheiro em esquema que usava empresas e contas de terceiros para ocultar recursos desviados dos cofres municipais
09/01/2026 às 07:07por Redação Plox
09/01/2026 às 07:07
— por Redação Plox
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A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, nesta quarta-feira (7), o inquérito que investigava um esquema de desvio de recursos públicos na Prefeitura de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri. Uma ex-servidora municipal foi indiciada por peculato eletrônico após a apuração apontar o desvio de mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos. Outras cinco pessoas também foram indiciadas por lavagem de dinheiro.
PCMG aponta fraude em sistema da prefeitura e indicia ex-servidora por desvio de recursos; saiba mais
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Uso do sistema para fraudar lançamentos
De acordo com a corporação, a ex-funcionária se aproveitava do acesso ao sistema administrativo do município para inserir informações falsas e promover alterações irregulares. Assim, direcionava valores para contas pessoais e de terceiros, caracterizando inserção de dados falsos em sistema de informações.
Esquema estruturado e rastreamento do dinheiro
As investigações apontaram um esquema estruturado para ocultar e dissimular a origem dos valores desviados, com a utilização de empresas e pessoas físicas. A apuração contou com o apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, em Teófilo Otoni, responsável pela análise e pelo rastreamento das movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Segundo a Polícia Civil, a perícia técnica reuniu provas que confirmaram a dinâmica dos crimes, resultando na elaboração de um relatório detalhado anexado ao inquérito.
Bloqueios judiciais e apreensões
Ao longo das diligências, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Um veículo foi apreendido, dois imóveis tiveram bloqueio judicial e cerca de R$ 200 mil foram sequestrados em contas bancárias de investigados e de empresas ligadas ao esquema de desvio.
Encaminhamento à Justiça e posicionamento da Prefeitura
Com a conclusão dos trabalhos, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A Prefeitura de Carlos Chagas foi procurada para comentar o caso, mas, até o momento, não se manifestou.