Política

Trump diz que governo de Cuba está perto de cair após captura de Maduro

Em entrevista a rádio conservadora, Trump atribui fragilidade do regime cubano ao enfraquecimento do apoio da Venezuela e defende ampliar sanções e restrições contra Havana

09/01/2026 às 09:17 por Redação Plox

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quinta-feira (8) que, em sua avaliação, o governo de Cuba “está muito perto” de cair, durante entrevista a um programa de rádio conservador. Mesmo reforçando a pressão sobre Havana, ele evitou mencionar qualquer possibilidade de intervenção militar direta.

Trump foi questionado pelo comentarista conservador Hugh Hewitt sobre a situação política na ilha e respondeu dizendo acreditar em uma saída iminente do governo de Miguel Díaz-Canel. A declaração ocorre em meio ao novo quadro geopolítico na região, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Trump

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Foto: Ricardo Stuckert / PR.


Pressão sobre Havana e perda de apoio venezuelano

O líder americano não chegou a falar abertamente em intervenção em Cuba, mas indicou que a estratégia passa por um aumento da pressão política e econômica. Segundo ele, “não se pode exercer muita pressão” sobre o regime cubano, associando uma possível mudança de governo ao enfraquecimento do apoio da Venezuela, após a captura de Maduro e o anúncio, nesta semana, de novos acordos políticos e econômicos com o governo interino de Caracas.

Apesar de evitar mencionar operações em território cubano, Trump enfatizou, durante a entrevista, que a política de pressão de seu governo sobre Havana será mantida e reforçada.

Declarações recentes e contexto regional

No último domingo (3), a bordo do avião presidencial, Trump já havia afirmado que o governo cubano estava “prestes a cair”. Na ocasião, ele justificou essa avaliação alegando que Havana deixaria de contar com o fornecimento de petróleo venezuelano, um dos pilares do apoio econômico entre os dois países.

Desde o início dos anos 2000, Venezuela e Cuba mantêm uma estreita aliança política e econômica. Ainda no governo de Hugo Chávez, foi firmado um acordo de cooperação que transformou Caracas no principal fornecedor de petróleo para a ilha, a preços reduzidos, em troca do envio de profissionais cubanos, como médicos e professores, destacados para programas sociais venezuelanos.

Operação em Caracas e mortos cubanos

A operação militar ordenada por Trump em Caracas, em 3 de janeiro, para capturar Nicolás Maduro, resultou na morte de 32 militares cubanos que atuavam em missões de cooperação entre as duas nações, de acordo com o governo de Cuba. O episódio elevou ainda mais a tensão na relação entre Washington, Havana e seus aliados na região.

Endurecimento da política dos EUA em relação a Cuba

Em junho de 2025, Trump assinou um memorando que endureceu significativamente a política dos Estados Unidos em relação a Cuba. O documento proibiu transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelo governo cubano, reforçou a proibição do turismo na ilha e ampliou a fiscalização sobre viagens e operações econômicas ligadas ao país.

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