Cientistas criam pílula que substitui injeção de insulina

09/02/2019 10:29

Agora, os diabéticos do tipo 1 veem a possibilidade de substituir as injeções diárias a que estão sujeitos.

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A insulina via oral, na forma de uma cápsula que, ao ser ingerida, libera a substância no estômago, foi desenvolvida, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT). 

Agora, os diabéticos do tipo 1 veem a possibilidade de substituir as injeções diárias a que estão sujeitos.


"Estamos realmente com esperança de que esse novo tipo de cápsula possa ajudar pacientes diabéticos e, talvez, qualquer pessoa que precise de terapias que só podem ser administradas por injeção", declarou professor do Instituto David H. Koch e membro do MIT, Robert Langer.

A ideia para as pesquisas com o intuito de obter uma pílula de insulina foi  inspirada em um animal encontrado na África, a tartaruga-leopardo. O réptil possui um casco alto e mais pontiagudo. Com isso, ele consegue se reposicionar ao "rolar de costas".

pilula insulinaSegundo os cientistas, a cápsula libera a insulina no estômago do paciente — Foto: Felice Frankel/MIT

Os cientistas criaram uma cápsula que tem a capacidade de auto-orientação, ou seja, ela sempre fica na posição correta quando passa pelo estômago. Dentro desta cápsula tem uma pequena uma agulha presa a uma mola. Essa mola, que tem a ponta feita de insulina, é presa por uma substância açucarada que, em contato com a água é dissolvida, liberando a mola que, automaticamente, aplica a insulina na parede do estômago do paciente.

capsula insulina

Feita de material biodegradável e com partes de aço inoxidável, a cápsula segue pelo intestino e é eliminada nas fezes.

Após alguns ensaios, os cientistas conseguiram, nessa forma, liberar uma dose de 5 miligramas, que é a necessidade de uma pessoa que sofre de diabetes tipo 1.

Os testes foram feitos em ratos e suínos. Demora mais de uma semana para as cápsulas se moverem por todo o aparelho digestivo, mas o processo não causa danos aos tecidos dos animais. O processo foi considerado seguro. Depois que a cápsula faz o caminho, ela passa de forma inofensiva pelo corpo da pessoa – é feita de um material 

O diabetes ocorre quando o pâncreas não produz insulina – hormônio que controla a glicose no sangue e fornece energia ao organismo – ou quando o corpo não consegue mais utilizar a insulina que produz. Para resolver isso, as injeções da substância são administradas na região do abdômen.

"O diabetes 1, diferente do tipo 2, tem uma deficiência absoluta de insulina", explica o endocrinologista Renato Zilli, do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.


 



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