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A Aegea Saneamento afirmou que tem interesse em entrar na disputa pela privatização da Copasa, mas deixou claro que uma eventual participação vai depender do desenho do processo e das regras do certame que o governo de Minas ainda está preparando. A declaração foi feita nesta segunda-feira (9) pelo presidente da companhia, Radamés Casseb, durante um evento do BNDES.
Segundo ele, o grupo aguarda a divulgação dos documentos e da modelagem e avalia que ainda há debates públicos em andamento em Minas Gerais.
De acordo com Casseb, a empresa acompanha o processo, mas ainda não definiu como entraria — nem se entrará — até conhecer o formato do leilão e as condições financeiras do momento. Ele citou o cenário de juros altos como um fator que pesa na conta.
Na prática, a sinalização de interesse de uma das maiores operadoras privadas de saneamento do país aumenta a expectativa de concorrência e ajuda a “esquentar” a discussão em torno de quem pode disputar o controle (ou uma fatia relevante) da companhia mineira.
O caminho para a desestatização avançou no fim de 2025, quando a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o projeto que autoriza o Estado a iniciar o processo de privatização da Copasa. A norma foi sancionada e entrou em vigor, abrindo a possibilidade de o governo mineiro deixar de ser o controlador da empresa, dentro do modelo aprovado pelos deputados.
Essa etapa, porém, não conclui a privatização: ela permite o início do processo, que depende de modelagem, regras, cronograma e, por fim, do leilão.
Minas Gerais detém 50,03% da Copasa, segundo dados citados na reportagem da Reuters. A agência também mencionou que a companhia é avaliada em cerca de R$ 20,5 bilhões na B3 (com base em dados de mercado/LSEG).
Ainda segundo a Reuters, em entrevista concedida em dezembro, o governador Romeu Zema declarou que a privatização poderia render ao menos R$ 10 bilhões ao Estado e que o governo queria realizar o leilão até abril — prazo que segue no radar, mas depende do avanço das etapas preparatórias e do apetite dos investidores.
Com o sinal verde legislativo já dado, o que deve guiar a próxima fase é a publicação dos documentos: modelagem, regras do leilão, exigências de investimento, obrigações de universalização e a forma de governança pós-venda. É esse conjunto que vai definir o interesse real das empresas do setor e como a privatização pode se refletir no serviço — sobretudo em cronograma de obras, metas e fiscalização.