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A CPMI que investiga fraudes no INSS marcou para esta segunda-feira (9), às 16h, os depoimentos do deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB) e de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti.
Carlos Viana preside a CPMI, ao lado do vice-presidente, Duarte Jr., e do relator, Alfredo Gaspar
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
De acordo com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os dois foram convocados e já foram oficialmente comunicados. Ele informou que, caso não compareçam, poderão ser levados ao Senado por meio de condução coercitiva.
Edson Araújo é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a benefícios previdenciários. Já Paulo Camisotti é apontado por investigadores como um dos elos finais do esquema de descontos irregulares aplicados sobre aposentadorias do INSS, consolidando a ligação entre beneficiários e os operadores da fraude.
O empresário Maurício Camisotti, preso sob suspeita de envolvimento nas fraudes contra o INSS, não prestou depoimento à comissão. Segundo o senador Carlos Viana, o ministro André Mendonça, do STF, decidiu que o comparecimento de Maurício seria facultativo, o que impediu a oitiva obrigatória.
Viana relatou que o empresário chegou a ser levado a Brasília com a expectativa de depor à CPMI, mas acabou reconduzido ao presídio em São Paulo após a comunicação oficial da decisão do Supremo Tribunal Federal.