CPMI do INSS convoca Edson Araújo e Paulo Camisotti para depor na segunda-feira

Senador Carlos Viana diz que os convocados foram oficialmente comunicados e poderão ser levados ao Senado por condução coercitiva se não comparecerem

09/02/2026 às 08:59 por Redação Plox

A CPMI que investiga fraudes no INSS marcou para esta segunda-feira (9), às 16h, os depoimentos do deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB) e de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti.

Carlos Viana preside a CPMI, ao lado do vice-presidente, Duarte Jr., e do relator, Alfredo Gaspar

Carlos Viana preside a CPMI, ao lado do vice-presidente, Duarte Jr., e do relator, Alfredo Gaspar

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


Convocação e possibilidade de condução coercitiva

De acordo com o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), os dois foram convocados e já foram oficialmente comunicados. Ele informou que, caso não compareçam, poderão ser levados ao Senado por meio de condução coercitiva.

Alvos da investigação sobre fraudes no INSS

Edson Araújo é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a benefícios previdenciários. Já Paulo Camisotti é apontado por investigadores como um dos elos finais do esquema de descontos irregulares aplicados sobre aposentadorias do INSS, consolidando a ligação entre beneficiários e os operadores da fraude.

Empresário preso não depôs à CPMI

O empresário Maurício Camisotti, preso sob suspeita de envolvimento nas fraudes contra o INSS, não prestou depoimento à comissão. Segundo o senador Carlos Viana, o ministro André Mendonça, do STF, decidiu que o comparecimento de Maurício seria facultativo, o que impediu a oitiva obrigatória.

Viana relatou que o empresário chegou a ser levado a Brasília com a expectativa de depor à CPMI, mas acabou reconduzido ao presídio em São Paulo após a comunicação oficial da decisão do Supremo Tribunal Federal.

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