Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
Rodrigo Castanheira estava internado na UTI em Águas Claras com traumatismo craniano e não resistiu; Pedro Arthur Turra Basso teve a prisão preventiva decretada
O governo não pretende reduzir os juros do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mesmo com a expectativa de início de queda da taxa básica Selic neste ano. A decisão foi confirmada pelo ministro das Cidades, Jáder Filho, nesta segunda-feira (9), em evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
'Minha Casa, Minha Vida' vai entregar mais de mil apartamentos em Teresina
Foto: Divulgação/Governo Federal
De acordo com o ministro, as taxas do programa já estão no menor patamar desde a criação do MCMV, enquanto a Selic permanece em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas.
Na avaliação da pasta, os resultados do programa indicam que as condições atuais de financiamento seguem adequadas ao perfil do público atendido, o que afasta, neste momento, uma nova rodada de redução dos juros.
O ministro destacou que o programa opera hoje com as menores taxas de sua história. Na Faixa 1, voltada a famílias com renda de até R$ 2.850, os juros são de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste, e de 4,25% ao ano nas demais regiões do país.
Segundo ele, os indicadores do MCMV mostram que as condições atuais de financiamento estão “atendendo à necessidade do povo brasileiro”. A projeção do governo é assinar 1 milhão de novos contratos em 2025 e repetir esse volume em 2027.
A meta da gestão federal é encerrar o mandato com 3 milhões de contratos assinados no programa habitacional.
Na frente da política monetária, o Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no fim de janeiro. Esse é o maior nível desde julho de 2006.
O Copom, porém, indicou a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes já na próxima reunião, prevista para março, condicionado a um cenário de inflação mais controlada.
O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta — Copom, na decisão de janeiro
Os juros elevados já impactam o mercado de crédito. A taxa média cobrada pelos bancos em operações para pessoas físicas e empresas subiu 6,5 pontos percentuais em 2025, encerrando dezembro em 47,2% ao ano.
O aumento de 6,5 pontos percentuais foi o maior desde 2022, quando a taxa média de juros dos bancos havia avançado 7,8 pontos percentuais.
Com o encarecimento do crédito, o volume total de empréstimos bancários desacelerou em relação a 2024, quando havia crescido 11,5%. Ainda assim, houve expansão de 10,2% em 2025, totalizando R$ 7,12 trilhões.
Outro efeito dos juros altos foi o avanço da inadimplência. Segundo o Banco Central, a taxa média de atraso no crédito bancário fechou 2025 em 4,1%, acima dos 3% registrados no fim de 2024.