Lula parabeniza António José Seguro por vitória em eleição presidencial em Portugal

Presidente brasileiro diz que resultado é “vitória da democracia” e cita reforço ao apoio português ao acordo Mercosul-União Europeia

09/02/2026 às 12:19 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o presidente eleito de Portugal, António José Seguro, pela vitória nas eleições realizadas no último domingo (8/2).

Lula parabenizou António José Seguro pela vitória nas eleições de Portugal

Lula parabenizou António José Seguro pela vitória nas eleições de Portugal

Foto: Ricardo Stuckert / PR


Centro-esquerda vence extrema-direita em Portugal

De acordo com pesquisas de boca de urna, António José Seguro, do Partido Socialista, aparecia com entre 67% e 73% dos votos. Ele derrotou André Ventura, líder do partido de extrema-direita “Chega!”, que ficaria na faixa de 27% a 33%, e vai suceder o atual presidente, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa.

Lula classificou o resultado como uma vitória da democracia em um momento considerado importante para a Europa e para o mundo. A mensagem foi publicada nas redes sociais do presidente brasileiro, em referência ao caráter pacífico do pleito português.

Lula cita acordo Mercosul-União Europeia

Na avaliação de Lula, a eleição de António José Seguro reforça a posição de Portugal em favor do acordo Mercosul-União Europeia, assinado em janeiro após meses de pressão do Brasil. O tratado comercial ainda precisa passar pelos parlamentos dos países envolvidos e deve ser votado pelo Congresso Nacional brasileiro após o Carnaval.

O presidente brasileiro indicou que pretende manter uma agenda de cooperação com Lisboa e com o primeiro-ministro Luís Montenegro, com foco no fortalecimento das relações bilaterais, no multilateralismo e no desenvolvimento sustentável.

Sistema semipresidencialista em Portugal

Portugal adota um modelo semipresidencialista, no qual as principais competências do Poder Executivo concentram-se no primeiro-ministro, enquanto o presidente exerce um papel mais simbólico. Sua função central é atuar como árbitro em eventuais crises políticas e, quando necessário, dissolver o Parlamento para convocar novas eleições legislativas.

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