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O Ministério da Saúde anunciou o início da transição no tratamento do diabetes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a ampliação do uso da insulina análoga de ação prolongada glargina, que passará a substituir gradualmente a insulina humana NPH.
A pasta classificou a mudança como um avanço histórico na assistência a pessoas que vivem com diabetes no país. De acordo com o órgão, a molécula glargina tem efeito prolongado de até 24 horas e permite uma única aplicação diária, o que pode trazer mais praticidade ao tratamento no dia a dia dos pacientes.
A transição será iniciada por meio de um projeto-piloto em quatro estados: Amapá, Paraná, Paraíba e o Distrito Federal. A estimativa do Ministério da Saúde é de que mais de 50 mil pessoas sejam beneficiadas nessa primeira etapa.
Na fase inicial do programa, dois grupos serão priorizados:
• Crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1;
• Idosos com 80 anos ou mais, com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A transição não será automática. Cada paciente passará por avaliação individualizada para verificar se a mudança é adequada ao seu quadro clínico. As equipes de saúde da Atenção Primária estão recebendo treinamentos específicos para implementar o novo protocolo nos territórios selecionados.
Após os primeiros meses de implementação, o governo federal pretende analisar os resultados para estruturar um plano de expansão da insulina glargina para outros estados do país.
A insulina glargina é produzida no Brasil por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que reúne o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee.
Em 2025, mais de 6 milhões de unidades de glargina foram entregues ao SUS, em um investimento de aproximadamente R$ 131 milhões. A previsão é que, até o fim de 2026, a capacidade produtiva alcance 36 milhões de tubetes para abastecer a rede pública.
Paralelamente, o ministério destaca ações para garantir a fabricação nacional dos insumos básicos das insulinas humanas NPH e regular, por meio de parcerias com a farmacêutica indiana Wockhardt, o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a Biomm.
A transição no SUS tem como base o trabalho do Grupo de Trabalho da Insulina, criado pelo Ministério da Saúde em novembro de 2025 para estudar melhorias na insulinoterapia diante de um cenário global de restrição de insumos básicos.
O processo envolve monitoramento contínuo de dados, formação de equipes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e discussão de temas como o uso correto das canetas aplicadoras e a técnica de administração do medicamento.
Os treinamentos começaram em 27 de janeiro de 2026 e devem seguir até meados de fevereiro, preparando os profissionais para iniciar o atendimento com o novo protocolo em seus territórios.
O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento, conforme o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada é a Atenção Primária à Saúde, responsável pelo acompanhamento contínuo por equipes multiprofissionais.
Antes da transição anunciada, o sistema público disponibilizava quatro tipos de insulina: as insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais para o tratamento do diabetes mellitus.