Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
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A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha avançou nesta semana em Florianópolis. Após a análise de imagens de câmeras de segurança e oitiva de testemunhas, a Polícia Civil de Santa Catarina apontou um adolescente de 15 anos como responsável pela agressão que teria levado à morte do animal. O caso ocorreu em 4 de janeiro, na Praia Brava.
Cão Orelha, que foi agredido em Florianópolis
Foto: Reprodução/Redes sociais
De acordo com a polícia, foram examinadas aproximadamente mil horas de gravações e ouvidas 24 testemunhas. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), e a Polícia Civil pediu a internação do menor. Outros três adolescentes, inicialmente suspeitos, foram descartados ao longo da apuração.
O delegado Renan Balbino afirmou que a análise conjunta das imagens e da posição dos suspeitos permitiu excluir parte dos nomes inicialmente investigados.
Pela localização de onde a gente imagina que foi a agressão, dois [adolescentes suspeitos] sequer estavam ali. O terceiro também [não estava por perto]. Por isso que esses três, a princípio, foram descartados. Delegado Renan Balbino
Segundo a Polícia Civil, houve cruzamento de dados de localização de celular com as imagens de monitoramento para estabelecer a linha do tempo dos acontecimentos na manhã do ataque.
De acordo com os investigadores:
Questionado sobre as gravações, o delegado afirmou que elas apontam para a existência de lesões no animal.
A Polícia Civil também informou que não foi produzido laudo pericial específico para determinar o horário exato das agressões.
A defesa do adolescente contesta a leitura feita pelos investigadores sobre o conteúdo das gravações e a sequência dos fatos apresentada pela polícia.
Segundo o advogado Alexandre Kale, o próprio horário em que o cachorro aparece nas imagens é um ponto de divergência em relação ao entendimento da investigação.
Para os defensores, o material reunido até agora não comprova o momento nem a autoria da agressão, o que fragilizaria a acusação.
O advogado do adolescente sustenta que há inconsistências e lacunas na apuração, argumentando que seriam necessárias provas mais diretas sobre o ato em si e sobre quem o teria praticado.
A Polícia Civil, por outro lado, afirma que o jovem entrou em contradição ao declarar inicialmente que havia ficado apenas na piscina do condomínio na manhã em que o cão foi agredido.
Outro ponto ressaltado pelos investigadores diz respeito ao retorno do adolescente de uma viagem aos Estados Unidos, 25 dias após o caso. Segundo a polícia, ainda no aeroporto, familiares teriam tentado esconder um boné e um moletom usados no dia do ataque.
A mãe do garoto negou a tentativa de ocultação e afirmou que as peças estavam com o filho por causa da viagem, contestando a interpretação atribuída ao episódio.
A defesa também criticou o pedido de internação do adolescente e argumentou que a medida seria incompatível com o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente para esse tipo de caso, frisando que se trata de suposta violência contra animal, e não contra pessoa.
A Justiça determinou a entrega do passaporte do menor, atendendo a pedido da Polícia Civil no curso da investigação.