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Um episódio ocorrido durante uma missa no interior de Minas Gerais ganhou grande repercussão nas redes sociais e levou a manifestações públicas da Igreja Católica e de um deputado federal.
O vídeo foi gravado durante missa na manhã do último domingo (8).
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Na manhã de domingo, durante celebração na Capela São Sebastião, em Pingo d’Água, o padre Flávio Ferreira Alves relacionou posições políticas à participação na comunhão. As falas foram gravadas por fiéis e divulgadas nas redes sociais, ampliando o alcance do caso.
Nos vídeos que circulam na internet, o sacerdote afirma que fiéis que concordam com posicionamentos do deputado federal Nikolas Ferreira não deveriam receber a Eucaristia e pede que deixem a igreja. Ao longo da celebração, ele também aborda temas de caráter social e político, inserindo o debate no contexto da homilia.
As declarações, feitas durante a missa, abriram espaço para questionamentos sobre os limites entre manifestação religiosa e posicionamento político no interior das igrejas.
Diante da repercussão, a Diocese de Caratinga divulgou, ainda no domingo, uma nota oficial sobre o ocorrido. No comunicado, assinado pelo bispo diocesano Dom Juarez Delorto Secco, o caso é classificado como um fato isolado, ocorrido durante uma celebração da Eucaristia, e a Igreja reafirma seu compromisso com o respeito à pluralidade de opiniões e ao livre exercício da democracia.
Segundo a nota, o padre reconheceu que sua fala, proferida em um momento de emoção, não está em sintonia com as orientações pastorais da Igreja. Ele manifestou arrependimento e pediu perdão aos fiéis que se sentiram ofendidos com as declarações.
A Diocese também ressalta que a Eucaristia é um sacramento de unidade e não deve ser utilizada como instrumento de divisão. O comunicado informa que serão adotadas medidas para evitar a repetição de situações semelhantes em futuras celebrações.
O deputado federal Nikolas Ferreira também se pronunciou sobre o episódio por meio das redes sociais. Em sua publicação, afirma que a situação ultrapassa o campo do debate político e questiona o uso de uma celebração religiosa para condicionar o acesso à comunhão a determinados posicionamentos políticos.
O deputado se manifestou nas redes sociais.
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados.
O parlamentar considera que a atitude representa, na avaliação dele, uma utilização inadequada do sacramento. Ele ainda relaciona o episódio a debates políticos dos quais participa no Congresso Nacional e menciona outros temas que, segundo ele, não recebem o mesmo tipo de abordagem em ambientes religiosos.
O caso segue em discussão nas redes sociais e alimenta o debate sobre a relação entre religião, política e manifestações de opinião durante celebrações religiosas, expondo tensões em torno dos limites entre fé, cidadania e participação pública.