PF quebra criptografia do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Desbloqueio foi feito com novos programas para smartphones modernos; dados devem ser enviados à CPMI do INSS via Dias Toffoli

09/02/2026 às 12:09 por Redação Plox

A Polícia Federal quebrou a criptografia do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e obteve acesso aos dados armazenados no aparelho. A operação utilizou novos programas adquiridos recentemente pela corporação para atuar em modelos mais modernos de smartphones.

Celular de Daniel Vorcaro foi acessado pela PF após quebra de cpriptografia

Celular de Daniel Vorcaro foi acessado pela PF após quebra de cpriptografia

Foto: Reprodução


De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, o desbloqueio ocorreu após Vorcaro se recusar a informar a senha do telefone durante depoimento prestado à PF em 30 de dezembro do ano passado. Na ocasião, as tentativas iniciais de acesso ao conteúdo foram frustradas por uma camada adicional de proteção do dispositivo.

Ferramentas permitem acesso a dados apagados

Com os novos recursos tecnológicos, a PF passou a contar com ferramentas capazes de quebrar criptografias de celulares mais recentes. Segundo as informações divulgadas, os sistemas permitem não apenas o acesso ao conteúdo ativo, como também a recuperação de dados apagados pelo dono do aparelho.

O material extraído do celular de Vorcaro deve ser encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, no Congresso Nacional. O envio será feito pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações que têm o empresário como um dos alvos.

Depoimento à CPMI é aguardado

Daniel Vorcaro tem depoimento marcado na CPMI do INSS para o dia 26 de fevereiro. A oitiva estava inicialmente prevista para 5 de fevereiro, mas a data foi alterada após os advogados do banqueiro se comprometerem a não recorrer ao STF com habeas corpus para evitar o comparecimento.

O empresário foi convocado para explicar suspeitas de irregularidades em empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas do INSS. A CPMI apura indícios de fraudes em cerca de 250 mil contratos, muitos deles suspensos pelo instituto por falta de documentação que comprove a autorização dos beneficiários.

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