Escritório de esposa de Moraes afirma ter feito 94 reuniões com o Banco Master

Em nota, banca diz que atuou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, produziu 36 pareceres e sustenta que não conduziu causas do banco no STF

09/03/2026 às 14:09 por Redação Plox

O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, divulgou nesta segunda-feira (09/03/2026) uma nota pública em que detalha a relação contratual com o Banco Master.




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No texto, a banca informa que, durante a vigência do acordo, participou de 94 reuniões de trabalho e produziu 36 pareceres e opiniões legais, além de reforçar que não atuou em causas do banco no Supremo Tribunal Federal.

Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes

Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes

Foto: Beto Barata/PR


Contrato com o Banco Master e escopo da atuação

De acordo com as informações tornadas públicas, o escritório de Viviane Barci afirma ter sido contratado pelo Banco Master para prestação de consultoria e atuação jurídica entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Nesse período, sustenta ter realizado 94 reuniões de trabalho e elaborado 36 pareceres jurídicos e opiniões legais.

A nota acrescenta que parte relevante desses encontros ocorreu presencialmente na sede do banco. O trabalho teria envolvido uma equipe de cerca de 15 advogados, além da coordenação de outros escritórios especializados, acionados para temas específicos.

O volume de reuniões e documentos produzidos foi apresentado pelo escritório como forma de delimitar o escopo da consultoria prestada à instituição financeira.

Mensagens atribuídas a banqueiro e reação pública

O caso ganhou projeção após reportagens relatarem mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, que mencionariam autoridades. A divulgação desse material intensificou a pressão por esclarecimentos públicos sobre eventuais contatos e sobre o alcance do contrato firmado com o escritório da esposa de Moraes.

Segundo a nota reproduzida por veículos nacionais, a banca sustenta que não conduziu nenhuma causa do Banco Master no âmbito do STF e que sua atuação se restringiu à consultoria, análises jurídicas e produção de documentos técnicos voltados ao uso interno e estratégico do banco.

As reportagens também registram que o ministro Alexandre de Moraes negou ter recebido as mensagens atribuídas a Vorcaro, classificando a associação feita entre ele e o conteúdo divulgado como “ilação”, conforme relato publicado na imprensa.

Repercussão política, institucional e jurídica

Especialistas apontam que o episódio tende a repercutir em ao menos três frentes. A primeira diz respeito à transparência e ao escrutínio público, já que a divulgação de dados como o número de reuniões e pareceres busca delimitar o escopo dos serviços e responder a questionamentos sobre a proximidade entre o escritório e o sistema de Justiça.

Em segundo plano, há a dimensão de pressão política e institucional. A depender do avanço de investigações e da divulgação de novos documentos, não está descartada a apresentação de pedidos formais de apuração por órgãos de controle, bem como cobranças no Congresso.

A terceira frente envolve o efeito sobre investigações e sobre a narrativa pública. Como o caso envolve um banco sob suspeitas e personagens com grande exposição pública, novas informações podem alterar rapidamente o entendimento do episódio. Pontos sensíveis permanecem como informações em apuração, dependentes da apresentação de documentos integrais e de confirmações oficiais adicionais.

Próximos desdobramentos possíveis

Entre os próximos passos considerados relevantes, está o acompanhamento de eventuais complementações à nota divulgada pelo escritório, incluindo a apresentação de documentos do contrato, detalhamento do escopo dos serviços, entregáveis e comprovações, como cronogramas, atas e relatórios.

Também é aguardado o posicionamento formal de órgãos e autoridades — como STF, Banco Central, Polícia Federal e Ministério Público — sobre o que poderá ser tornado público e o que continuará sob sigilo em eventuais apurações.

Outro ponto de atenção é a publicação de novas reportagens que se baseiem em perícias, autos e mensagens, bem como a possível reação de lideranças políticas, que podem cobrar providências e aprofundamento das investigações.

No centro da controvérsia permanece a atuação do escritório da esposa de Moraes, que afirma ter realizado 94 reuniões e 36 pareceres para o Banco Master e nega qualquer participação em processos da instituição no STF.

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