Jovem de BH compra iPhone na Amazon e recebe pacote de castanhas de caju: ‘Humilhante’

Musicista de 24 anos diz ter pago R$ 5.044 por um iPhone 16 de 128 GB e que, ao abrir a encomenda, encontrou castanhas; Amazon afirma que investiga o caso e fará contato direto com a consumidora.

09/03/2026 às 22:40 por Redação Plox

Uma jovem de 24 anos, moradora de Belo Horizonte, afirma que comprou um iPhone 16 pela Amazon e, no lugar do celular, recebeu um pacote de castanhas de caju. A musicista relata que a tentativa de resolver o problema com o atendimento da empresa foi “humilhante” e que chegou a receber um e-mail com ameaça de bloqueio de conta durante o processo de reembolso.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e a Amazon informou à Rádio Itatiaia que está investigando a situação e que fará contato direto com a consumidora.

Jovem recebeu pacote de castanhas após comprar iPhone 16

Jovem recebeu pacote de castanhas após comprar iPhone 16

Foto: Reprodução


Compra de iPhone termina em pacote de castanhas

Segundo a Rádio Itatiaia, a musicista Vitória Ventura, de 24 anos, diz ter comprado um iPhone 16 de 128 GB, por R$ 5.044, em 28 de fevereiro de 2026, com previsão de entrega para 2 de março.

No dia previsto, ela recebeu uma mensagem de tentativa de entrega sem sucesso. Orientada por uma amiga, decidiu gravar o recebimento e a abertura do pacote quando a encomenda finalmente chegou, em 3 de março. Ao abrir a caixa, encontrou castanhas de caju no lugar do aparelho.

A jovem afirma que acionou o suporte da plataforma, enviou fotos e vídeos e recebeu prazos sucessivos para análise, mas, até a data de publicação da reportagem citada, não havia solução definitiva. A Itatiaia registrou ainda que o anúncio do produto permaneceu ativo até 4 de março e, no dia seguinte, passou a constar como indisponível para entrega no endereço dela em Belo Horizonte.

Posicionamento da Amazon e casos semelhantes

Procurada pela Rádio Itatiaia, a Amazon declarou que está investigando o ocorrido e retomará o contato diretamente com a consumidora, sem detalhar, até o momento, a origem do problema ou a etapa em que a troca do conteúdo da caixa pode ter ocorrido.

O episódio se soma a outros relatos recentes envolvendo compras de iPhone em plataformas online. Em setembro de 2025, a Rádio Itatiaia noticiou o caso de uma consumidora que disse ter recebido um pedaço de pedra no lugar do aparelho. Já em janeiro de 2026, o portal TecMundo repercutiu a história de um cliente no Ceará que recebeu uma caixa de chocolate no lugar de um iPhone 15; nesse episódio, houve estorno após dias de negociação e registro de ocorrência.

Cuidados para quem compra itens caros online

Para consumidores de Belo Horizonte e região, o caso da jovem que recebeu castanhas de caju no lugar do iPhone acende um alerta sobre compras de alto valor em marketplaces e serviços de entrega. Especialistas em defesa do consumidor costumam apontar procedimentos básicos que ajudam na prova do ocorrido e na busca por solução.

Entre eles, estão registrar a abertura do pacote em vídeo, de preferência mostrando a caixa ainda lacrada e a etiqueta de envio, além de fotografar rótulo, peso, volume e qualquer sinal de violação. Também é importante formalizar o problema junto ao atendimento do e-commerce, guardar protocolos, e-mails e capturas de tela.

Quando há indício de fraude ou violação de encomenda, costuma-se recomendar o registro de boletim de ocorrência e a busca por orientação de órgãos como Procon, sobretudo em situações de negativa de reembolso ou demora excessiva na análise, como mencionado em casos semelhantes que ganharam destaque na imprensa.

Como ainda não há esclarecimento público sobre em que momento teria ocorrido a troca do conteúdo da caixa — se antes do envio, durante o transporte ou após a entrega —, o episódio vem sendo tratado como possível violação de encomenda até a conclusão da investigação pela empresa.

O que ainda falta esclarecer

Entre os pontos que seguem em aberto, está a confirmação sobre o reembolso à jovem de BH e o detalhamento técnico sobre a cadeia de custódia do pacote: conferência de peso, análise de imagens internas, checagem da transportadora responsável e do centro de distribuição envolvido.

Também não há, até o momento citado na apuração, informação sobre eventual registro de boletim de ocorrência pela consumidora ou acionamento formal de órgãos de defesa do consumidor.

Diante da repercussão do caso da jovem de BH que recebeu castanhas de caju no lugar de um iPhone comprado na Amazon, entidades e usuários das redes sociais têm monitorado novos relatos em Minas Gerais para tentar identificar eventuais padrões, como mesmo tipo de anúncio, vendedor, modalidade de venda (se era “vendido e entregue” pela própria plataforma ou por terceiro), transportadora envolvida e período de compra.

Até a última atualização da fonte principal, não havia confirmação pública de conclusão do reembolso no caso de Belo Horizonte, nem explicação detalhada da Amazon sobre o que levou à troca do item adquirido.

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