Lula e presidenta do México querem agenda fixa para reunir empresários dos dois países
Lula e Claudia Sheinbaum discutiram a criação de encontros periódicos entre o setor produtivo brasileiro e mexicano, com previsão de dois grandes eventos — um no México e outro no Brasil — em ciclos de dois em dois anos.
09/03/2026 às 20:37por Redação Plox
09/03/2026 às 20:37
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, discutiram a criação de uma agenda fixa de encontros entre empresários brasileiros e mexicanos, com o objetivo de aproximar o setor produtivo e ampliar as relações comerciais bilaterais. A conversa ocorreu em abril de 2025, à margem de compromissos da Cúpula da Celac, em Tegucigalpa, Honduras.
Lula e presidenta do México querem reunir empresários dos dois países
Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR
Proposta de eventos empresariais regulares
De acordo com relato do governo brasileiro, Lula propôs a organização de dois grandes eventos empresariais, um no México e outro no Brasil, para que empresas de ambos os países possam buscar oportunidades de negócio e impulsionar o comércio bilateral. A sugestão é que esses encontros ocorram em um ciclo de dois em dois anos.
Na mesma data, a CNN Brasil registrou que Lula informou, em publicações nas redes sociais, que ele e Sheinbaum decidiram “estreitar ainda mais” as relações, com agendas periódicas entre governos e representantes do setor produtivo da indústria brasileira e mexicana.
Alinhamento com a estratégia oficial
Na versão oficial divulgada por órgãos do governo federal, a proposta é apresentada como parte de uma estratégia para reforçar o comércio entre Brasil e México. O texto cita que o modelo de eventos empresariais tem como referência uma dinâmica semelhante à que teria sido definida com o Japão em agenda anterior.
Essas informações também destacam que o encontro com Sheinbaum ocorreu antes da participação de Lula na Cúpula da Celac, inserindo a iniciativa em um contexto mais amplo de articulação regional. Em espanhol, a comunicação oficial do Planalto mantém o mesmo enfoque: aproximação econômica e criação de eventos de negócios como instrumento para ampliar as relações comerciais.
Relevância para empresas e governos
Para empresas brasileiras, a sinalização de encontros periódicos tende a abrir espaço para rodadas de negócios, missões comerciais com apoio institucional e maior previsibilidade para ações de promoção comercial envolvendo órgãos como ApexBrasil, entidades industriais e governo.
Também pode favorecer o avanço de discussões sobre facilitação de comércio e cooperação setorial em áreas como indústria, investimentos e cadeias produtivas regionais. Na prática, o efeito imediato é sobretudo político-diplomático: o anúncio indica prioridade na relação com o México e pode destravar agendas técnicas posteriores, incluindo definição de calendário, setores a serem priorizados e formato dos eventos.
Próximos passos na agenda Brasil–México
Os desdobramentos da proposta dependerão da formalização de um calendário para o primeiro encontro empresarial nesse novo modelo, com definição de datas, cidades-sede e entidades responsáveis pela organização.
A expectativa é de que órgãos brasileiros ligados à política externa e ao comércio exterior, como o Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e a ApexBrasil, acompanhem a iniciativa e detalhem possíveis missões e acordos setoriais.
Também permanece no radar a possibilidade de uma nova reunião bilateral entre Lula e Sheinbaum para aprofundar a proposta, já que as declarações públicas apontam para a intenção de manter agendas periódicas de alto nível entre governos e setor produtivo como eixo da aproximação econômica entre Brasil e México.