“Peixe do fim do mundo” encalha em praia do México e surpreende banhistas
Peixe-remo foi visto em Cabo San Lucas e pessoas tentaram empurrá-lo de volta ao mar; especialistas descartam ligação científica com desastres e orientam acionar autoridades
09/03/2026 às 20:17por Redação Plox
09/03/2026 às 20:17
— por Redação Plox
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Um peixe-remo (Regalecus glesne), popularmente apelidado de “peixe do fim do mundo”, encalhou em uma praia de Cabo San Lucas, no México, e surpreendeu banhistas nesta segunda-feira (09). Imagens que circulam nas redes sociais mostram o animal em águas rasas, cercado por pessoas que tentam empurrá-lo de volta para o mar, reativando a superstição que associa a espécie a grandes desastres naturais, como terremotos e tsunamis.
“Peixe do fim do mundo” é visto no México
Foto: Frame de vídeo / @monicaandco_
Animal raro aparece em área turística
Segundo informações da Rádio Itatiaia, dois peixes-remo foram avistados na praia de Cabo San Lucas, na região do Mar de Cortez. A cena chamou a atenção de turistas e ganhou repercussão após a publicação de um vídeo por uma influenciadora norte-americana, em que banhistas aparecem tentando “resgatar” os animais e devolvê-los ao oceano.
A presença do peixe-remo tão perto da costa é considerada incomum. A espécie vive em grandes profundidades e raramente é observada em águas rasas, o que contribui para a aura de mistério em torno do chamado “peixe do fim do mundo”.
Superstições e o que diz a ciência
Apesar da fama de presságio, a National Geographic Brasil informa que não há evidências científicas que relacionem a aparição do peixe-remo na superfície a terremotos, tsunamis ou outros desastres naturais, mesmo após o fortalecimento dessa crença depois do desastre ocorrido em 2011 no Japão.
A explicação mais aceita por especialistas é de ordem biológica e ambiental. Quando o peixe-remo aparece próximo à superfície, ele costuma estar doente, desorientado ou perto da morte. Mudanças nas correntes marinhas e na temperatura da água também podem influenciar esse comportamento e levar o animal a áreas mais rasas.
Orientações para banhistas e pescadores
Em situações como a registrada no México, a recomendação é que banhistas e pescadores evitem puxar o animal pela cauda ou forçar seu retorno ao mar sem orientação técnica. Essa abordagem pode agravar ferimentos no peixe e expor pessoas a riscos, seja pelo porte do animal, pela agitação da água ou pela presença de anzóis, linhas e arrebentação.
Quando possível, o ideal é acionar autoridades locais ou órgãos ambientais para avaliar o estado do animal e definir a melhor forma de manejo. Para o público em geral, episódios desse tipo tendem a viralizar com narrativas de “presságio”, mas o entendimento divulgado por veículos de ciência é que se trata de um fenômeno raro e relevante para estudo, não de um alerta de catástrofe.
Próximos desdobramentos e monitoramento
Segue em aberto a expectativa por um possível posicionamento de órgãos ambientais locais no México sobre o estado dos peixes-remo avistados em Cabo San Lucas, bem como sobre a coleta de informações como tamanho, condição física e causa provável do encalhe.
Casos semelhantes já foram noticiados em outros países, como a Austrália, indicando que aparições de peixe-remo podem ocorrer em diferentes regiões e períodos. A continuidade do monitoramento desses registros ajuda a aprofundar o conhecimento sobre a espécie e a separar superstição de informação científica.