Chefe do Saae é morto a tiros na porta de casa em Piumhi; colega é preso

Segundo a PM, suspeito teria cometido o crime após receber advertência e suspensão aplicada pela vítima por recusa em cumprir ordem e preencher relatórios.

09/04/2026 às 08:33 por Redação Plox

Moradores de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, ficaram chocados com a morte de José Wilson de Oliveira, de 60 anos, chefe Administrativo e Financeiro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Ele foi morto a tiros na porta de casa, no bairro Jardim América, na terça-feira (7).

Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o autor do crime foi o operador de máquina e colega de trabalho Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos. A motivação apontada no registro policial foi uma advertência aplicada pelo chefe após o suspeito se recusar a cumprir uma ordem.

Advertência e suspensão antecederam o ataque

De acordo com informações da Polícia Militar e depoimentos de testemunhas, momentos antes do homicídio José Wilson havia aplicado uma advertência por escrito a Sinésio devido ao não preenchimento de relatórios diários de serviço. O suspeito se recusou a assinar o documento e, em seguida, recebeu uma suspensão de três dias, deixando a sede da autarquia logo depois.

José Wilson de Oliveira foi assassinado na porta de casa

José Wilson de Oliveira foi assassinado na porta de casa

Foto: • Reprodução Prefeitura de Piumhi


Câmeras de vigilância registraram quando Sinésio chegou à casa da vítima, tocou a campainha e, ao ser atendido, sacou uma arma de fogo que estava escondida na cintura. Já dentro da garagem, ele atirou contra o peito de José Wilson.

A esposa da vítima, Leila de Oliveira, presenciou a cena e relatou que o agressor teria perguntado “Tá bom só esse, ou você quer mais um?”, antes de disparar para o alto e fugir.

José Wilson foi encontrado caído ao lado do portão, amparado pela esposa. Uma equipe do Samu fez o socorro imediato até o Pronto-Socorro de Piumhi, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Fuga com apoio de familiares e prisão em outra cidade

Após o homicídio, Sinésio iniciou uma fuga que, segundo a polícia, contou com o auxílio de familiares. Ele foi até a própria casa em um Fiat Palio preto, e imagens de câmeras indicaram que uma tia teria prestado auxílio material.

Na propriedade rural dessa tia, a polícia encontrou o uniforme do Saae usado no momento do crime e uma espingarda calibre 28.

A prisão ocorreu em Pedra do Indaiá, cidade a cerca de 100 km do local do crime, quando o suspeito tentava fugir em um Fiat Strada branco conduzido pelo primo, Eduardo. Ele foi preso em flagrante.

Arma foi localizada enterrada em fazenda

Conforme o registro policial, Sinésio indicou aos militares onde havia escondido a arma utilizada no crime. Um revólver calibre 32, da marca Taurus, foi encontrado enterrado em um saco plástico na fazenda da tia dele, com duas munições deflagradas e quatro intactas. O autor admitiu não ter registro do armamento.

O autor do homicídio e os envolvidos na fuga foram encaminhados à Delegacia de Piumhi.

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