Receita aponta repasses milionários do Banco Master a políticos e escritórios ligados a ex-ministros
Documentos enviados à CPI do Crime Organizado citam pagamentos entre 2022 e 2025 a figuras como Michel Temer e a escritórios associados a dirigentes partidários, em meio à apuração sobre o colapso do banco
09/04/2026 às 09:20por Redação Plox
09/04/2026 às 09:20
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
Documentos enviados pela Receita Federal à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado apontam que o Banco Master declarou repasses milionários a políticos, ex-ministros e dirigentes partidários entre 2022 e 2025. As informações ampliam a dimensão política das apurações relacionadas à instituição.
Segundo os registros, os pagamentos incluem valores destinados a empresas e escritórios ligados a figuras públicas de diferentes espectros políticos, em meio ao escândalo financeiro que envolve o banco.
Rovena Rosa/Agência Brasil
Repasses a escritórios e estruturas ligadas a lideranças políticas
Entre os valores declarados, consta o pagamento de cerca de R$ 10 milhões ao escritório do ex-presidente Michel Temer. Também aparecem repasses a estruturas vinculadas ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, por meio de contratos de consultoria e serviços jurídicos.
Na lista, figura ainda o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e da Justiça Ricardo Lewandowski, cujo escritório recebeu pagamentos por atividades de consultoria institucional.
Beneficiários citam contratos formais e recolhimento de impostos
Os documentos indicam também transferências para outras figuras relevantes da política e da economia brasileira, incluindo ex-ministros e consultores que mantiveram vínculos profissionais com o banco.
Em muitos casos, os beneficiários afirmaram que os serviços prestados foram legítimos, com contratos formais e recolhimento de impostos, sustentando que as atividades se enquadravam em consultoria técnica ou assessoria jurídica.
Investigações miram colapso do banco e possíveis irregularidades
O caso ocorre em meio às investigações sobre o colapso do Banco Master, descrito como um dos maiores escândalos financeiros recentes no país. Autoridades apuram possíveis fraudes, gestão irregular e relações financeiras com agentes públicos, enquanto o controlador da instituição negocia acordo de colaboração premiada com investigadores.