Cármen Lúcia deixará presidência do TSE antes do fim do mandato para preparar eleições de 2026
Ministra afirma que antecipação dará mais tempo ao sucessor e cita sobrecarga entre funções no TSE e no STF; Nunes Marques assume e Mendonça vira vice
09/04/2026 às 17:23por Redação Plox
09/04/2026 às 17:23
— por Redação Plox
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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou que deixará o comando da Corte Eleitoral antes do fim do mandato. Segundo ela, a decisão busca ampliar o tempo de organização do sucessor diante da proximidade das eleições de 2026, garantindo uma transição mais equilibrada.
Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Transição antecipada mira preparação para 2026
O mandato da ministra à frente do TSE iria até o dia 3 de junho, o que, de acordo com a avaliação apresentada, deixaria cerca de 100 dias para que o próximo presidente se estruturasse para o pleito.
– Decidi que, ao invés de deixar para o último dia de mandato, em 3 de julho, a sucessão da presidência deste Tribunal Superior Eleitoral se inicie antes, com os procedimentos para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição, para garantir equilíbrio e tranquilidade na passagem das funções (…) As eleições devem ser preparadas […] sem atropelos, sem afobação, para que o processo tenha curso regular, transparente e seguro – argumentou.
Cármen Lúcia
Ao defender a antecipação, a ministra destacou a necessidade de que o processo ocorra com equilíbrio, tranquilidade e segurança, de forma a assegurar um rito regular e transparente.
Acúmulo de funções entre TSE e STF
Cármen Lúcia também indicou estar sobrecarregada com o acúmulo de funções no TSE e no STF, e afirmou que a saída da presidência permitirá que ela se dedique integralmente ao Supremo.
Nunes Marques assume a presidência; Mendonça fica na vice
Com a saída antecipada, a presidência do tribunal passa a ser ocupada pelo atual vice, ministro Nunes Marques. Já o ministro André Mendonça assumirá a vice-presidência da Corte.
Eleição da nova mesa será em 14 de abril
A ministra convocou para o dia 14 de abril a eleição que definirá a nova mesa diretora. O processo, no entanto, é descrito como protocolar, já que a tradição estabelece que o cargo seja ocupado pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu o tribunal.