Justiça condena estudante a 14 anos por se passar por veterinário e maltratar animais em MG

Segundo a Polícia Civil, Diego Morelli Silva Nunes atendia como médico-veterinário mesmo estando no 5º período do curso; decisão também fixa indenização de R$ 5 mil para cada uma das oito vítimas

09/04/2026 às 07:18 por Redação Plox

A atuação irregular de um falso profissional na área veterinária terminou em condenação na Justiça em Minas Gerais. O estudante Diego Morelli Silva Nunes, de 37 anos, foi sentenciado a 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, por crimes que incluem maus-tratos a animais, fraudes e falsidade ideológica. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (6), em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Além da pena de reclusão, a sentença determinou o pagamento de indenização por danos morais de R$ 5 mil para cada uma das oito vítimas identificadas no processo. O réu também não poderá recorrer em liberdade.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o acusado se passava por médico-veterinário, embora estivesse apenas no 5º período do curso de medicina veterinária.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o acusado se passava por médico-veterinário, embora estivesse apenas no 5º período do curso de medicina veterinária.

Foto: Divulgação


A defesa de Diego, representada pelo advogado Guilherme Almeida Cunha, informou por meio de nota que irá apresentar recurso de apelação com o objetivo de reverter a condenação e buscar o reconhecimento da inocência.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o acusado se passava por médico-veterinário, embora estivesse apenas no 5º período do curso de medicina veterinária.

Investigação começou após morte de cadela atendida pelo suspeito

As investigações tiveram início no fim de abril do ano passado, após a morte de uma cadela da raça pug chamada Lola. O animal teria sido atendido pelo suspeito depois de apresentar sintomas como diarreia com sangue e vômitos.

Segundo o registro da Polícia Militar de Minas Gerais, Diego foi até a casa dos tutores, realizou o atendimento inicial e levou o animal para sua clínica, alegando que faria exames e a manteria internada. Durante o fim de semana, ele teria atualizado os donos sobre o estado de saúde da cadela, até informar, no domingo à noite, que ela havia morrido.

Desconfiada, a tutora procurou outro veterinário, que confirmou que Diego não possuía habilitação profissional.

Polícia aponta venda irregular e intimidação

Ainda conforme as investigações, o condenado também comercializava de forma irregular um suposto plano de saúde para animais e teria intimidado pessoas ligadas ao caso. A polícia aponta, inclusive, que ele divulgou vídeos envolvendo um ex-sócio da clínica em situações de maus-tratos.

O caso ganhou repercussão por envolver não apenas o exercício ilegal da profissão, mas também um conjunto de práticas que, segundo a apuração, colocaram em risco a vida de animais e causaram prejuízos emocionais e financeiros aos tutores.

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