Ministro defende programa para usar FGTS no pagamento de dívidas e diz que proposta pode sair nos próximos dias

Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de 10 milhões de brasileiros poderiam acessar R$ 7 bilhões; medida atenderia a uma demanda de Lula diante do endividamento das famílias

09/04/2026 às 11:38 por Redação Plox

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (9) a utilização de valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um novo programa voltado ao pagamento de dívidas de trabalhadores. A iniciativa está em estudo e pode ser lançada pelo governo nos próximos dias.


Marinho reafirmou informações divulgadas em entrevista ao jornal “O Globo” e disse que, conforme cálculos do Ministério do Trabalho, cerca de 10 milhões de brasileiros podem ter acesso a R$ 7 bilhões do FGTS para esse objetivo.


Luiz Marinho (Trabalho) defendeu uso de valores do FGTS em um novo pacote de medidas para reduzir endividamento das famílias.

Luiz Marinho (Trabalho) defendeu uso de valores do FGTS em um novo pacote de medidas para reduzir endividamento das famílias.

Foto: Reprodução / Agência Senado.


Valor seria complementar ao FGTS do saque-aniversário

Na entrevista concedida a “O Globo”, Marinho explicou que o montante estimado de R$ 7 bilhões é complementar à liberação do FGTS voltada a trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário, foram desligados e tiveram parte dos recursos bloqueada como garantia de empréstimos bancários.


  • A elaboração de um programa para pagamento de dívidas, segundo o ministro, atende a uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem demonstrado preocupação, em entrevistas e discursos, com o nível de endividamento das famílias.

Governo discute regras e possível regulamentação

Na conversa com a GloboNews, Marinho também defendeu uma nova regulamentação do uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados.

De acordo com o Ministério do Trabalho, Lula assinou, no ano passado, duas medidas provisórias que liberam o valor retido do FGTS para quem havia sido demitido e estava com restrição por causa da adesão ao saque-aniversário.

Ministério aponta liberação parcial e calcula saldo residual

Com as medidas, foram liberados, segundo a pasta, cerca de R$ 20 bilhões em 2025. Ainda assim, conforme o entendimento do Ministério do Trabalho, a Caixa não liberou a totalidade dos recursos.


Por isso, haveria um valor residual estimado em R$ 7 bilhões — montante que o ministério propõe liberar agora.


Segundo o Ministério do Trabalho, a quantidade exata de trabalhadores que pode ser beneficiada com a nova liberação ainda está em apuração, mas a avaliação inicial indica que cerca de 10 milhões de pessoas teriam direito ao uso desses recursos.

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