Lula diz que ministro do STF não pode “ficar milionário” e critica caso envolvendo Banco Master
Presidente afirma que atuação de Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, na defesa do banco prejudica a imagem da Corte e pode ser vista como “imoral” pelo povo
09/04/2026 às 08:18por Redação Plox
09/04/2026 às 08:18
— por Redação Plox
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Nesta quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master. Segundo ele, magistrados da Corte não podem ficar milionários.
As declarações foram registradas durante questionamento de jornalistas do site ICL Notícias.
Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Críticas à imagem do Supremo
Para Lula, a atuação de Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, na defesa do Banco Master prejudica a imagem do Supremo.
– O companheiro Alexandre de Moraes sabe que prejudica a imagem. Você pode ter uma coisa que é legal, mas, nas circunstâncias que acontecem, o povo trata como uma coisa imoral. E num ano politico, em que as pessoas vão dar muito destaque para isso. Vou dizer a vocês o que eu disse para ele: “você construiu uma biografia histórica com o julgamento do 8 de janeiro; não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora sua biografia”. Quando se vai para a Suprema Corte, tem que fazer um compromisso quase religioso. Ele não está lá para ganhar dinheiro. Se o cara quer ficar milionário, não pode ser ministro do Supremo. Se tem algum membro da Suprema Corte que cometeu um desvio, esse cidadão que pague o preço do desvio. Mas a Suprema Corte não pode pagar o preço – comentou o petista.
Lula
“Se quer ficar milionário, não pode ser ministro do Supremo”
Ao tratar do tema, o presidente afirmou que, ao chegar à Suprema Corte, é necessário assumir um compromisso que, segundo ele, se aproxima de algo “quase religioso”, e reforçou que o ministro não está no cargo para ganhar dinheiro.
Lula também declarou que, se algum integrante do Supremo tiver cometido um desvio, essa pessoa deve responder pelo próprio ato, sem que, na visão dele, a instituição “pague o preço”.