PF encontra mensagens que citam promessa de R$ 100 milhões do PCC a empresário ligado à fintech Tycoon

Diálogos extraídos do celular de Rafael Bronzatti Belon embasam denúncia do MPF na Operação Tank, que apura lavagem de dinheiro ligada a fraudes no setor de combustíveis

09/04/2026 às 09:35 por Redação Plox

A Polícia Federal (PF) identificou mensagens de WhatsApp que, segundo as apurações, indicam que o empresário Rafael Bronzatti Belon, apontado como dono da fintech Tycoon, teria citado a promessa de recebimento de R$ 100 milhões por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As conversas integram uma investigação mais ampla sobre lavagem de dinheiro ligada a fraudes no setor de combustíveis.

    Foto: Reprodução: Instagram


Mensagens embasam denúncia do MPF na Operação Tank

De acordo com a investigação, os diálogos foram extraídos do celular do empresário e utilizados pelo Ministério Público Federal em denúncia apresentada contra ele e outros 17 investigados, no âmbito da Operação Tank, deflagrada em agosto de 2025.

Segundo as autoridades, o esquema teria movimentado ao menos R$ 600 milhões, com adulteração de combustíveis e mecanismos sofisticados de ocultação financeira.

PF aponta fintech como canal para movimentação de recursos ilícitos

Conforme os investigadores, a fintech teria sido estruturada para funcionar como um canal de movimentação de recursos ilícitos, recebendo grandes volumes de dinheiro em espécie provenientes de postos de combustíveis vinculados ao esquema.

A maior parte dos depósitos — cerca de 96,7% dos créditos — teria origem em valores físicos, o que levantou suspeitas sobre a finalidade da instituição.

As autoridades também identificaram o uso de chamadas “contas bolsão”, mecanismo que permite concentrar recursos de diversos clientes em uma única conta, dificultando o rastreamento e eventuais bloqueios judiciais.

Esse modelo operacional é descrito como estratégico para dissimular a real movimentação financeira e ocultar a identidade dos beneficiários finais.

Empresário segue preso desde agosto de 2025

O empresário foi preso em agosto de 2025 e permanece detido enquanto as investigações avançam.

O caso é tratado por autoridades como parte de uma ofensiva mais ampla contra estruturas financeiras usadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro no Brasil.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a