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Um caso envolvendo um estudante autista de 12 anos tem provocado revolta entre familiares, alunos e a comunidade escolar em Timóteo, no Vale do Aço. O pai do menino denuncia uma sequência de falhas da instituição de ensino, localizada no bairro Quintandinha, após o filho sofrer uma tentativa de abuso dentro da escola.
A família diz que pretende buscar responsabilização pelos envolvidos e cobra providências, afirmando que o caso não pode ficar impune e que situações semelhantes podem se repetir.
Foto: Divulgação
Segundo o relato do pai, o episódio teria envolvido um adolescente de 15 anos, apontado como autor da tentativa de molestamento. Diante da situação, o menino buscou ajuda na escola, mas, conforme a denúncia, não recebeu o suporte necessário.
A escola foi omissa. Disseram que não tinham como fazer nada
Pai do menino
Sem a intervenção adequada, ainda de acordo com o pai, o estudante entrou em desespero e tentou se defender. Ele teria reagido jogando uma pedra para afastar o agressor, o que acabou agravando a ocorrência e resultou em um episódio de contenção considerado violento.
O estudante foi imobilizado e amarrado a uma maca durante o atendimento de emergência. O pai relata que o filho ficou com o pescoço dobrado e apresentava sinais físicos, como inchaço no rosto. Equipes de resgate foram acionadas e o menino foi encaminhado para atendimento médico.
O caso ganhou repercussão após o pai compartilhar um áudio em um grupo de uma rede social, com um desabafo sobre o episódio e cobrança por providências. Segundo ele, o filho passou o dia no hospital, com atendimento neurológico e acompanhamento médico, e a família afirma que, até então, ninguém da escola havia procurado para saber do estado de saúde do estudante.
A ausência de posicionamento da instituição também gerou indignação entre outros alunos. De acordo com o pai, estudantes estariam organizando manifestações dentro da escola, não apenas por esse caso, mas por situações anteriores que, segundo eles, também não receberam a devida atenção.
A família diz que pretende buscar responsabilização pelos envolvidos e cobra providências, afirmando que o caso não pode ficar impune e que situações semelhantes podem se repetir. O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade das instituições de ensino na proteção de estudantes, especialmente os que estão em condição de maior vulnerabilidade, como crianças com transtorno do espectro autista.
Até o momento, a escola não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias.