Burn On: Conheça a síndrome ‘irmã do Burnout’ que poucas pessoas conhecem

Diferente do burnout, onde os pacientes frequentemente precisam se afastar do trabalho, aqueles que sofrem de burn on tendem a continuar suas atividades diárias

Por Plox

09/05/2024 13h39 - Atualizado há cerca de 1 mês

O fenômeno do burnout, caracterizado pela exaustão extrema vinculada ao ambiente de trabalho, já é amplamente reconhecido como uma síndrome clínica. No entanto, um conceito relativamente novo, chamado de burn on, vem chamando a atenção dos especialistas por representar um estado de tensão crônica que não culmina em um colapso explícito, mas persiste de maneira constante.

Foto: reprodução/Freepik

O burnout é identificado por uma série de sintomas físicos e emocionais decorrentes do estresse laboral contínuo, incluindo ausências frequentes no trabalho, irritabilidade, queda de produtividade, alterações de humor, agressividade, isolamento social, problemas de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima, dor de cabeça, enxaqueca, fadiga, alterações alimentares, palpitações, pressão arterial elevada, dores musculares, insônia e distúrbios gastrointestinais.

Em contrapartida, o burn on, termo cunhado pelos psicólogos alemães Timo Schiele e Bert Te Wildt em 2021, descreve uma condição de exaustão crônica que se assemelha a uma depressão mascarada. Entre os sintomas iniciais estão dores no pescoço, nas costas, na cabeça, bruxismo e uma perda generalizada da esperança. Schiele destacou a possibilidade de complicações como depressão, ansiedade, vícios e doenças psicossomáticas, como hipertensão, que podem agravar o quadro clínico do paciente.

Diferente do burnout, onde os pacientes frequentemente precisam se afastar do trabalho, aqueles que sofrem de burn on tendem a continuar suas atividades diárias. Segundo Wildt, esses indivíduos mantêm uma aparência de normalidade, escondendo um tipo distinto de exaustão e depressão por trás de um sorriso. Essa situação torna o diagnóstico mais complexo, uma vez que os afetados parecem funcionais e muitas vezes só são percebidos por pessoas muito próximas a eles.

O primeiro passo para o tratamento do burn on é o reconhecimento do problema. As intervenções podem incluir uma reavaliação dos valores pessoais do indivíduo e, conforme recomendações médicas, a adoção de técnicas e atividades de relaxamento para reduzir o ritmo acelerado do cotidiano e aliviar a tensão crônica. Schiele enfatiza a importância do suporte de familiares e amigos na identificação e manejo dessa condição, como discutido em uma entrevista ao jornal Deutsche Welle. A busca por assistência médica especializada é crucial para aqueles que enfrentam essa forma persistente de estresse.

 

 


 

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