Durante a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), realizada em Brasília, uma das propostas discutidas nos grupos de trabalho causou forte repercussão. Entre as sugestões priorizadas, chamou atenção a defesa da criação de leis para permitir o 'cultivo sustentável de cannabis integrado à economia circular'.
Foto: Reprodução A proposta gerou reação imediata do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), que utilizou as redes sociais para se posicionar contra. Ele criticou a inclusão do tema em uma conferência ambiental, especialmente em um ano em que o Brasil sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), prevista para novembro.
Simões ironizou a iniciativa questionando o custo do evento. “Torrando R$ 15 milhões no evento do governo federal?”, escreveu ele em uma publicação no X, antigo Twitter. Na mesma postagem, ele se declarou contrário à legalização das drogas e reforçou a crítica com uma fala contundente: “Sou contra a legalização das drogas, mas ficaria mais barato comprar um cigarro para satisfazer o vício de quem teve essa ideia. E aí podemos voltar a discutir a política climática de verdade”.
O evento, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, teve início na última terça-feira (6) e se encerra nesta sexta-feira (9). Com o tema “Emergência Climática: o desafio da transformação ecológica”, a conferência busca debater estratégias sustentáveis para o enfrentamento das mudanças climáticas.