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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao defender a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante evento promovido pelo Grupo Voto, em São Paulo, nesta segunda-feira (8), Flávio afirmou que políticos que não se preocupam com a pressão exercida por facções criminosas sobre a população “têm que sair da política”.
Senador criticou presidente Lula por ser contrário à classificação do PCC e CV como terroristas
Foto: Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A fala foi uma reação à posição do governo brasileiro, que critica a medida dos Estados Unidos por entender que a classificação pode abrir espaço para interferência externa e afetar a soberania nacional. Lula já declarou que PCC e CV são “terroristas” para as comunidades brasileiras, mas defendeu que o enfrentamento às facções deve ocorrer dentro do país, com cooperação internacional e respeito às instituições nacionais.
No evento, Flávio disse que a classificação americana representa uma oportunidade para enfraquecer o poder das facções e acusou Lula de reagir contra a medida. Em uma das declarações mais duras, o senador afirmou que o presidente
parece chefe do PCC frase que foi registrada por veículos que acompanharam o encontro.
A decisão dos Estados Unidos entrou em vigor após publicação no Federal Register, órgão oficial do governo americano, em 5 de junho. O ato, assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, designa PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, conforme a legislação dos EUA.
A medida também tem potencial de gerar impactos econômicos e diplomáticos, já que pode aumentar a fiscalização sobre empresas, bancos e operações financeiras com eventual exposição indireta a áreas ou negócios sob influência de facções criminosas. O governo brasileiro vê risco de sanções e de ampliação da atuação americana sobre assuntos internos do país.
Flávio também citou episódios envolvendo Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino para sustentar críticas à postura do governo federal no combate ao crime organizado. As afirmações foram feitas em tom de confronto político e não foram acompanhadas, no material consultado, de comprovação de vínculo entre autoridades brasileiras e organizações criminosas.
O debate sobre a classificação do PCC e do CV deve seguir como tema central da disputa política em torno da segurança pública. Enquanto aliados de Flávio defendem a medida como forma de ampliar o cerco internacional às facções, o governo Lula afirma que o enfrentamento ao crime organizado precisa ocorrer sem violar a soberania brasileira.