Janja reage a críticas de Silas Malafaia e rebate fala sobre encontros com evangélicas do PT

Em Brasília, primeira-dama afirmou que não se refere a Malafaia como pastor e defendeu a importância das mulheres em meio à disputa pelo eleitorado evangélico.

09/06/2026 às 10:39 por Redação Plox

A primeira-dama Janja da Silva respondeu, nesta segunda-feira (8), em Brasília, a críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia sobre seus encontros com mulheres evangélicas. A declaração ocorreu durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado na sede nacional do partido, em meio à tentativa da legenda de ampliar o diálogo com esse segmento religioso.

Janja da Silva

Janja da Silva

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Resposta a crítica antiga

Durante a fala, Janja afirmou que não se refere a Malafaia como pastor e disse que ele teria tratado como “insignificantes” mulheres com quem ela vinha se reunindo. Em seguida, rebateu:

“insignificante é ele”.

A primeira-dama também defendeu que todas as mulheres são importantes, independentemente do tamanho dos encontros.

A fala citada por Janja remete a uma entrevista concedida por Malafaia no ano passado, após uma agenda da primeira-dama com mulheres evangélicas em Ceilândia, no Distrito Federal. Na ocasião, segundo registros de veículos nacionais, o pastor afirmou que os encontros reuniam pessoas sem expressão no meio evangélico.

À CNN Brasil, Malafaia reagiu à fala da primeira-dama e questionou por que seu nome foi citado caso ele fosse considerado “insignificante”. Ele também voltou a criticar Janja no contexto da disputa política em torno do eleitorado evangélico.

Disputa por aproximação com evangélicos

No encontro do PT, Janja defendeu que lideranças progressistas ocupem espaços de diálogo nas igrejas e disse que temas como violência doméstica e feminicídio também precisam ser tratados dentro das comunidades religiosas. Segundo o PT, o evento reuniu lideranças evangélicas, pastores, parlamentares, militantes e representantes de movimentos sociais.

A agenda faz parte de um movimento do partido para reduzir resistências junto ao público evangélico, grupo em que o governo Lula enfrenta maior dificuldade de aprovação. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em maio apontou que 65% dos evangélicos desaprovavam a gestão federal, enquanto 30% aprovavam.

Peso eleitoral do segmento

O público evangélico tem peso crescente no debate político nacional. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, mostram que os evangélicos passaram de 21,6% da população de 10 anos ou mais em 2010 para 26,9% em 2022, chegando a 47,4 milhões de pessoas.

O encontro desta segunda-feira também teve como eixo as eleições de 2026 e a defesa de uma carta política voltada ao segmento. Não houve, até a última atualização das fontes consultadas, indicação de novo pronunciamento oficial do PT ou de Malafaia além das manifestações já registradas sobre o episódio.

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