Governo quer levar ao CNPE proposta para elevar mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%

Medida defendida pelo ministro Alexandre Silveira ainda depende de análise e aprovação do conselho; percentual atual está em vigor desde 1º de agosto de 2025.

09/06/2026 às 20:27 por Redação Plox

O governo federal pretende levar ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina vendida no país. A medida foi defendida nesta terça-feira (9) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante encontro com representantes do setor sucroenergético no Palácio do Planalto, em Brasília.

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

Foto: • Agência Senado

Proposta ainda depende do CNPE

A mudança, chamada de E32, ainda precisa ser analisada e aprovada pelo CNPE, órgão responsável por formular diretrizes para a política energética nacional. Atualmente, a gasolina comercializada no Brasil já tem 30% de etanol anidro, percentual em vigor desde 1º de agosto de 2025, após aprovação da mistura E30.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a ampliação para 32% deve aumentar o uso de combustível renovável produzido no Brasil, fortalecer a segurança energética e reduzir a necessidade de importação de gasolina em aproximadamente 454 milhões de litros. A pasta também afirma que a medida está amparada por estudos técnicos realizados depois da aprovação da Lei do Combustível do Futuro.

Setor vê impacto econômico e ambiental

Representantes do setor de biocombustíveis manifestaram apoio à proposta durante a reunião com o governo. A avaliação é que o aumento da participação do etanol pode ampliar o consumo da produção nacional, estimular a cadeia sucroenergética e diminuir a exposição do país às oscilações do mercado internacional de petróleo e derivados.

O MME também estima que o E32 pode evitar a emissão de cerca de 552 mil toneladas de CO₂ equivalente. A defesa do governo é que a medida combina redução de emissões, incentivo à produção nacional e menor dependência de combustíveis fósseis.

Mistura atual foi testada em 2025

Antes da adoção do E30, o governo realizou testes técnicos com participação do Instituto Mauá de Tecnologia, da indústria automotiva e do setor de biocombustíveis. Os estudos avaliaram itens como partida a frio, emissões, estabilidade do combustível, diagnóstico veicular e octanagem. Segundo o MME, os resultados confirmaram a viabilidade técnica da mistura de 30% sem impactos relevantes para a maioria dos veículos em circulação.

A Lei do Combustível do Futuro permite ao Poder Executivo elevar o percentual de etanol anidro na gasolina comum até 35%, dentro dos limites legais. Mesmo assim, a adoção do E32 depende de deliberação do CNPE, que deverá analisar a proposta nos próximos dias.

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