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O PT de Minas Gerais tenta acelerar a definição do palanque de Luiz Inácio Lula da Silva no estado, mas a decisão final deve ficar para depois da Copa do Mundo. Segundo reportagem do Estado de Minas, deputados federais mineiros do partido buscam uma agenda com o presidente ainda nesta semana, em Brasília, para tratar da disputa no segundo maior colégio eleitoral do país.
PT de Minas pressiona, mas decisão de Lula deve ficar para depois da Copa
Foto: crédito: Foto: Ricardo Stuckert / PR
A presidente do PT-MG, deputada estadual Leninha, deve se reunir com a bancada federal mineira na quarta-feira (10) para alinhar a estratégia da legenda. Nos bastidores, a avaliação é que a indefinição prolongada dificulta a organização da campanha estadual e amplia a pressão por uma solução própria dentro do partido.
O impasse ganhou força após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) descartar a candidatura ao governo de Minas Gerais. O ex-presidente do Senado era visto como alternativa capaz de reunir o campo de apoio a Lula no estado. Em entrevista a jornalistas no fim de maio, Pacheco afirmou que decidiu encerrar seu ciclo na política e que não disputará o Palácio Tiradentes.
Em resolução aprovada no dia 29 de maio, a Executiva Estadual do PT de Minas defendeu a abertura imediata do debate interno para construir uma candidatura própria ao governo estadual, sem abandonar conversas com partidos aliados. O documento também cita como eixos da tática eleitoral a reeleição de Lula, a eleição de Marília Campos ao Senado e o fortalecimento das bancadas petistas e aliadas.
Minas Gerais é tratada como prioridade nacional pela campanha petista pelo tamanho e pelo histórico eleitoral do estado. Levantamento do Poder360, com base em dados de abril do TSE, aponta que o estado tinha 16.307.287 pessoas aptas a votar, o equivalente a 10,3% do eleitorado brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral informou, em maio, que o país ultrapassou 158 milhões de eleitores aptos para as eleições de 2026.
Enquanto Edinho Silva, presidente nacional do PT, mantém conversas com outras legendas, o diretório mineiro tenta preservar espaço para uma candidatura da própria sigla. A definição do palanque em Minas segue sem data oficial anunciada e deve depender da costura entre a direção nacional, a bancada mineira e os partidos da base aliada.