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Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro parado no sistema financeiro e podem pedir a devolução pelo Sistema de Valores a Receber, do Banco Central. Dados atualizados nesta terça-feira (9) mostram que, até abril, havia R$ 10,3 bilhões em recursos esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.
Dados do Banco Central mostram que 45 milhões de brasileiros possuem recursos esquecidos em instituições financeiras
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi
O levantamento aponta que 50,3 milhões de beneficiários ainda não haviam resgatado os valores. Desse total, 45,3 milhões são pessoas físicas e pouco mais de 5 milhões são pessoas jurídicas. No mesmo balanço, o Banco Central informou que o SVR já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.
A maior parte dos beneficiários tem quantias pequenas a receber. Valores de até R$ 10 representam 64,57% dos casos. Outros 23,42% têm entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 9,91% possuem de R$ 100,01 a R$ 1 mil. Apenas 2,1% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil para resgatar.
O governo federal transferiu R$ 5,7 bilhões de valores esquecidos para o Fundo de Garantia de Operações, usado como garantia no Desenrola Brasil 2.0. Apesar disso, esses recursos ainda podem ser reivindicados pelos titulares. A devolução dos valores transferidos dependerá de edital de chamamento público, que deverá estabelecer prazo e procedimento para contestação.
A consulta pode ser feita sem login, informando CPF e data de nascimento, no caso de pessoa física, ou CNPJ e data de abertura da empresa, no caso de pessoa jurídica. Para saber o valor exato, ver a origem do dinheiro e pedir a devolução, é necessário acessar o sistema com conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas habilitada.
No pedido de devolução pelo SVR, o cidadão deve selecionar uma chave Pix e informar os dados solicitados. O prazo previsto para recebimento é de até 12 dias úteis. Quem não tiver uma chave Pix disponível deve procurar diretamente a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar a forma de pagamento.
O Banco Central reforça que o serviço é gratuito e que o único site oficial para consulta é valoresareceber.bcb.gov.br. A autarquia também alerta que não envia links, não entra em contato para tratar de valores a receber e não pede senhas ou dados pessoais por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.