Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan; duas mortes são investigadas
Medida temporária mira investigação de casos graves; pasta afirma que não há conclusão de que 42 reações adversas tenham sido causadas pelo imunizante
Daniel Vorcaro afirmou, em nova proposta de delação premiada, que não houve irregularidade no patrocínio destinado ao filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A versão foi apresentada no material entregue pela defesa do dono do Banco Master à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República no início de junho.
Daniel Vorcaro |
Foto: Divulgação
De acordo com reportagem do Metrópoles, interlocutores de Vorcaro afirmam que o banqueiro tratou a negociação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como “republicana” e sem contrapartidas ilícitas. A proposta de colaboração, no entanto, ainda depende de análise das autoridades responsáveis, e não há confirmação pública de que a versão tenha sido aceita pela PF ou pela PGR.
A menção ao filme ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro e Flávio Bolsonaro sobre o financiamento da produção. Segundo a reportagem do The Intercept Brasil, os diálogos indicavam tratativas envolvendo valores milionários para viabilizar o longa. Flávio Bolsonaro já negou ter cometido irregularidades e sustentou que buscava patrocínio privado para uma obra sobre a vida do pai.
Na nova proposta, segundo o Metrópoles, Vorcaro teria informado que os recursos foram encaminhados por empresa ligada a ele para um fundo offshore nos Estados Unidos. A coluna também relata que aliados do banqueiro afirmam que ele apresentou explicações apenas até a etapa do pagamento, sem garantir que o dinheiro tenha sido efetivamente usado na produção do filme.
O caso se insere no contexto das investigações sobre o Banco Master. Em janeiro, a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. À época, a defesa de Vorcaro informou que ele colaborava com as autoridades e estava à disposição para prestar esclarecimentos.
Outro desdobramento político ocorreu nesta segunda-feira (8), quando o Tribunal Superior Eleitoral suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026. A decisão liminar do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu parcialmente a pedido do PL, que alegou possível indução de respostas em perguntas relacionadas a Flávio Bolsonaro e ao caso Vorcaro.
Na decisão, Nunes Marques apontou indícios de comprometimento da metodologia e determinou que a AtlasIntel apresente documentação técnica complementar, especialmente sobre o uso de áudio no levantamento. O Ministério Público Eleitoral também deverá se manifestar. A medida é provisória e ainda deve ser analisada pelo colegiado do TSE.