Homem é preso acusado de matar mulher a machadadas e enterrá-la

09/07/2019 14:03

André espancou a mulher, que possuía retardo mental moderado, até ela ficar desacordada. Pensando que a tivesse matado, ele deu machadas e a enterrou

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Nesta terça-feira (9), um homem acusado de matar a mulher a golpes de machado foi preso pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), em Marechal Hermes, na Zona Norte-RJ, posterior a informações passadas ao Disque-Denúncia. 

"Fomos verificar uma informação que recebemos do Disque-Denúncia e a equipe conseguiu encontrá-lo escondido em uma residência em Marechal Hermes. Ele e a mãe estavam se preparando para fugir desse local. A prisão dele é importantíssima para que ele revele onde estão os restos mortais da Thamara para que ela tenha um enterro digno”, informou a delegada Ellen Souto.

A DDPA pediu à Justiça e foi decretada a prisão temporária de André por homicídio triplamente qualificado, por não ter dado direito de defesa à vítima e por motivo torpe, além do crime de feminicidio.

Segundo o portal O dia, em abril, André Luiz de Castro Silva, mais conhecido como ‘Cocão’, espancou Thamara Michele Ferreira, de 22 anos, que possuía um retardo mental moderado, até ela desmaiar. Ao achar que a vítima estava morta, ele teria a atingido com o machado e enterrado seu corpo no alto do Morro do Dezoito, em Água Santa, local em que o casal morava. Thamara deixa um bebê de sete meses.

(Foto: divulgação)

André Luiz de Castro Silva. (Foto: divulgação)

Na última sexta-feira, a Justiça decretou a prisão temporária de André. De acordo com as investigações, Thamara sofria frequentes agressões por parte de ‘Cocão’. No ano passado, em abril, a vítima teria pedido uma medida protetiva devido a contínuos espancamentos. Grávida de nove meses, no final do ano, ela teria sido brutalmente espancada e teve o rosto desfigurado. Ela abandonou a casa e foi morar com a mãe em Realengo, na Zona Norte.

Mas André a convenceu que teria “mudado” e ela retornou a comunidade. Em fevereiro, a família perdeu o contato com ela e começou a procurá-la. O caso foi registrado em abril na DDPA.

"André narrou para uma pessoa que é testemunha e era vizinha do casal no Morro do Dezoito que passou a madrugada inteira agredindo a jovem, que perdeu a consciência. Achando que ela havia morrido, ele deu várias machadada nela — o que causou a morte. Na noite do dia 26 ele enterra o corpo no alto do morro e no dia 27 pela manhã é visto fugindo da favela. Ele sabia que não podia matar ninguém na comunidade sem o aval do chefe do tráfico. Com a morte da Thamara, ele foi jurado de morte lá na comunidade, já que vida se pagar com vida", informa a delegada Elen Souto, titular da DDPA.



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