UFMG responde às acusações dos organizadores da Stock Car

Organizadores do evento acusaram a universidade pelo corte de cinco mil árvores nos últimos 22 anos

Por Plox

09/07/2024 21h57 - Atualizado há 15 dias

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) rebateu nesta terça-feira (9/7) as acusações feitas pelos organizadores da Stock Car BH. Os responsáveis pelo evento acusaram a universidade de cortar 5 mil árvores nos últimos 22 anos sem realizar as devidas compensações ambientais. A denúncia foi protocolada na segunda-feira (8/7) após a UFMG e associações de moradores entrarem na Justiça contra a corrida, alegando prejuízos à fauna e flora da área educacional.

Foca Lisboa UFMG

Pronunciamento oficial

Em resposta, a UFMG esclareceu através das redes sociais que ainda não foi oficialmente notificada sobre a abertura de qualquer procedimento. A universidade destacou seu compromisso social e a disposição para prestar esclarecimentos quando solicitado por autoridades competentes. A instituição afirmou que a denúncia é uma tentativa de intimidação devido às ações movidas contra o evento esportivo, enfatizando que "cortinas de fumaça não dispersarão o debate legítimo sobre a inconveniência da realização da prova nas mediações do campus".

Detalhes da denúncia

A acusação foi baseada em um laudo pericial realizado pela Geoline Engenharia, com a participação de nove peritos ambientais, incluindo engenheiros ambientais, florestais, um advogado especializado em direito ambiental, um engenheiro de agricultura, um geógrafo e um biólogo. O laudo, que utilizou drones, fotos em solo, imagens do Google, mapeamento por GPS e outros levantamentos, apontou que 1.592 árvores foram cortadas em três áreas do campus Pampulha, em Belo Horizonte. A UFMG deveria ter feito o plantio compensatório de mais de 3 mil árvores, conforme a lei municipal 4.253, mas o replantio não foi identificado no banco de dados da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

Medidas legais e acordos

As ações judiciais da UFMG contra a realização da Stock Car no entorno do Mineirão e da universidade foram motivadas pelos danos potenciais à fauna e flora, causados pelos ruídos dos carros. Após as polêmicas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os organizadores da Stock Car e a PBH assinaram, na semana passada, um acordo para implementar medidas de proteção ambiental e urbanística ao redor do estádio.

Reação da UFMG

Sobre a denúncia específica do corte de árvores, a UFMG não se pronunciou detalhadamente, alegando falta de informações sobre a procedência e metodologia do estudo apresentado. A instituição reiterou que continuará firme em suas ações para proteger o meio ambiente e os interesses da comunidade acadêmica.

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