PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
A nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã voltou a colocar o Estreito de Ormuz no centro das preocupações do mercado internacional nesta quinta-feira (9). A rota marítima, localizada entre Omã e Irã, liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, e é uma das passagens mais sensíveis para o transporte global de petróleo e gás natural.
Ataques entre EUA e Irã fazem petróleo oscilar e ampliam alerta sobre rota vital de energia
Foto: Freepik
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, forças norte-americanas realizaram, em 8 de julho, uma nova rodada de bombardeios contra alvos militares no Irã. A operação, segundo o órgão, teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz. O comando informou que aproximadamente 90 alvos foram atingidos, incluindo sistemas de defesa aérea, áreas de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, estruturas navais e pontos de logística militar.
A escalada provocou reação imediata nos contratos internacionais de petróleo. Na manhã desta quinta, o mercado operava com forte cautela, alternando momentos de alta e realização, enquanto investidores avaliavam o risco de novas interrupções no fluxo de embarcações pela região. Mais cedo, o Brent chegou a operar na faixa de US$ 78 por barril, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, ficou próximo de US$ 74.
A importância do Estreito de Ormuz explica a sensibilidade dos preços. Dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos apontam que, em 2024, cerca de 20 milhões de barris por dia passaram pela rota, volume equivalente a cerca de 20% do consumo mundial de líquidos de petróleo. O órgão também destaca que há poucas alternativas práticas caso a passagem seja bloqueada ou sofra restrições prolongadas.
No Brasil, o aumento da tensão no Oriente Médio já havia pesado sobre a bolsa na quarta-feira (8). O Ibovespa fechou em queda de 0,79%, aos 170.653,45 pontos, pressionado pela aversão ao risco no exterior, enquanto o dólar encerrou praticamente estável, com leve recuo, cotado a R$ 5,1484. A alta do petróleo ajudou a sustentar ações ligadas ao setor, como Petrobras, mas não impediu a baixa do principal índice da B3.
Analistas acompanham agora se os ataques ficarão restritos a episódios pontuais ou se haverá impacto mais duradouro sobre o transporte de petróleo e gás no Golfo Pérsico. O risco de encarecimento do frete marítimo, aumento de seguros para navios e atrasos em cargas tende a manter o mercado atento aos próximos movimentos de Washington e Teerã.
A Reuters informou que seguradoras de guerra chegaram a orientar algumas empresas de navegação a suspender viagens pelo Estreito de Ormuz, enquanto outras revisam condições de cobertura diante da retomada dos ataques a embarcações. O cenário mantém o petróleo sujeito a oscilações bruscas, principalmente se houver novas ações militares ou dificuldade para restabelecer a segurança da navegação na região.