Advogado do Rio aciona a Justiça contra a União após falso alerta da Defesa Civil

Ele relata ter sido acordado por volta de 1h com o aviso que exibiu “misantropia” em celulares na madrugada de 20 de junho e pede R$ 50 mil por danos morais.

09/07/2026 às 11:37 por Redação Plox

Um advogado do Rio de Janeiro acionou a Justiça contra a União após afirmar que foi acordado, por volta de 1h, pelo falso alerta sonoro da Defesa Civil que exibiu a palavra “misantropia” em celulares na madrugada de 20 de junho. Marcelo da Silva Trovão, que assina a própria ação, pede R$ 50 mil por danos morais e alega ter acreditado que havia uma situação real de risco. 


Advogado pede R$ 50 mil da União após falso alerta de “misantropia” tocar no celular.

Foto: Reprodução


Ação aponta falha em serviço público

Segundo reportagem do Metrópoles, Trovão afirma no processo que o episódio provocou pânico, taquicardia, ansiedade e abalo emocional, fazendo com que ele passasse praticamente toda a madrugada acordado. Na ação, o advogado sustenta que o caso não se limita a uma mensagem equivocada, mas indicaria falha na segurança da estrutura pública usada para transmitir alertas oficiais à população. 


Ação aponta falha em serviço público.

Foto: Reprodução/FRAME VIDEO


 

O advogado também argumenta que uma eventual invasão ou ataque hacker não afastaria, na avaliação dele, a responsabilidade da União pelo funcionamento do sistema. Para Trovão, a falha pode comprometer a confiança da população em futuros avisos oficiais, inclusive em situações reais de emergência.

Pedido envolve indenização e informações técnicas

Além da indenização por danos morais, o advogado pede que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) apresente informações técnicas sobre o incidente, incluindo as medidas adotadas depois do disparo indevido. Não há, até o momento, informação pública sobre decisão judicial no pedido apresentado por ele. 


Pedido envolve indenização e informações técnicas.

Foto: Reprodução


O falso alerta foi enviado entre a noite de 19 e a madrugada de 20 de junho para celulares em várias regiões do país. À época, a Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informaram que a plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar à 1h30, depois de uma invasão e do envio remoto de mensagens por alguém sem vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

PF investiga origem dos disparos

A mensagem apareceu como “Alerta Extremo”, categoria usada para situações de risco grave e imediato à vida. Nessa modalidade, o aviso se sobrepõe ao conteúdo exibido no aparelho e pode emitir som mesmo com o celular em modo silencioso. O termo “misantropia” significa aversão, desconfiança ou rejeição à humanidade e não tinha relação com ocorrência climática ou situação real de risco.

A Polícia Federal apura a origem dos disparos e tenta identificar se a invasão foi feita por uma pessoa ou por grupo articulado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também acompanha o caso, que segue sob investigação.

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