Flávio Bolsonaro critica Lula em live após ir aos EUA discutir tarifa sobre produtos brasileiros

Senador disse que viajou para “proteger o Brasil” de uma possível sobretaxa e atacou a condução do governo na política internacional; processo nos EUA ainda não foi concluído.

09/07/2026 às 08:23 por Redação Plox

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (8), ao comentar sua ida aos Estados Unidos para tratar da proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em transmissão nas redes sociais, o pré-candidato do PL à Presidência afirmou que Lula coloca

Senador Flávio Bolsonaro (PL)

Senador Flávio Bolsonaro (PL)

Foto: Foto: Redes Sociais

a ideologia acima dos interesses do povo afirmou que Lula coloca
e acusou o petista de atacar os EUA enquanto se aproxima da China.

Crítica ocorreu após audiência em Washington

Durante a live, Flávio disse ter viajado aos Estados Unidos para

proteger o Brasil das tarifas disse ter viajado aos Estados Unidos para
e também
do Lula e também
. Em seguida, afirmou que o presidente brasileiro faz um vexame na política internacional e declarou:
Ele lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidosdeclarou
. A fala foi registrada após a participação do senador em agenda ligada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR.

A audiência nos EUA discute uma proposta de sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, dentro de uma investigação aberta com base na Seção 301 da legislação comercial americana. O USTR aponta questionamentos sobre práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, meios de pagamento eletrônicos, tarifas, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e desmatamento ilegal.

Senador defendeu posição “técnica e política”

Flávio Bolsonaro afirmou que cabia a ele fazer uma defesa técnica, mas também política contra a medida. Segundo a Reuters, o senador argumentou, durante a audiência, contra a tarifa de 25% e também defendeu o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central citado nas discussões comerciais pelos Estados Unidos.

A proposta de tarifa ocorre em meio ao aumento da tensão política entre Lula e Flávio Bolsonaro, apontados pela Associated Press como dois dos principais nomes da disputa presidencial de outubro. A agência informou que o governo brasileiro rejeita a acusação de práticas comerciais injustas e defende que medidas como o Pix são legais, neutras e voltadas à ampliação da concorrência.

O USTR realizou audiências públicas sobre o caso nos dias 6 e 7 de julho, após receber manifestações de interessados. A decisão final sobre eventual adoção das tarifas ainda depende da conclusão do processo pelas autoridades americanas.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a