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Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (9), ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, que espera ter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha presidencial de 2026 “na hora certa”. A declaração ocorre em meio a sinais de desgaste interno no PL e após a viagem do parlamentar aos Estados Unidos, onde ele disse ter defendido a suspensão da tarifa de 25% proposta pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros.
O senador Flávio Bolsonaro (dir.) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (esq.) •
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado e Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Flávio minimizou os atritos com Michelle e disse estar aberto ao diálogo com a ex-primeira-dama. O senador afirmou acreditar que ela compartilha da mesma avaliação política sobre a necessidade de união da direita contra o governo Lula. A fala tenta reduzir a leitura de crise dentro do bolsonarismo, especialmente depois de episódios em que Michelle priorizou agendas próprias e o acompanhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores do PL, Michelle segue sendo vista como nome competitivo para uma eventual candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. A própria ex-primeira-dama já afirmou, em junho, que pretende ajudar a campanha de Flávio “no momento certo”, mas indicou que sua prioridade é cuidar da saúde de Jair Bolsonaro, que permanece em prisão domiciliar por decisão judicial relacionada a questões médicas.
A ida de Flávio aos Estados Unidos também entrou no centro da disputa política. Em audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o senador declarou que pediu ao presidente Donald Trump, ao vice-presidente J.D. Vance e ao secretário de Estado Marco Rubio que o governo americano não imponha novas tarifas a empresas brasileiras. Ele argumentou que a medida prejudicaria a população e poderia ter efeito político favorável ao governo Lula.
A investigação comercial dos EUA contra o Brasil foi aberta com base na Seção 301 da legislação comercial americana e envolve temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas consideradas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O USTR marcou audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho e informou que a decisão sobre eventuais medidas deve ser tomada até 15 de julho.
No depoimento, Flávio também defendeu o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro citado no debate comercial. O senador disse que a plataforma ampliou a inclusão financeira e não deveria ser tratada como problema nas relações econômicas entre os dois países. Entidades empresariais brasileiras e representantes de setores produtivos também participaram das audiências para tentar evitar ou reduzir o impacto da proposta tarifária.
A movimentação ocorre em ano eleitoral e amplia a pressão sobre a pré-campanha de Flávio, escolhido pelo campo bolsonarista para disputar o Planalto enquanto Jair Bolsonaro permanece inelegível e em prisão domiciliar. A participação de Michelle é considerada estratégica para mobilizar o eleitorado conservador, mas ainda depende de acomodação interna no PL e da situação familiar do ex-presidente.
A decisão americana sobre a tarifa segue pendente. Até lá, o tema deve continuar sendo explorado tanto pelo governo Lula, que acusa aliados de Bolsonaro de buscarem interferência externa, quanto pela oposição, que tenta apresentar a viagem como uma ação para proteger exportadores brasileiros.