PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, falou pela primeira vez após deixar a prisão nesta quarta-feira (8). Ele ficou 18 dias preso temporariamente no inquérito que apura a morte da jovem de 21 anos, lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
Preso por morte de Maria Eduarda fala pela primeira vez após ser solto pela Justiça
Foto: Foto: Reprodução.
A liberdade foi concedida a João Antonio e a Gabriel Barros Martins depois que a investigação não apontou indícios suficientes de autoria contra os dois. O Ministério Público de São Paulo também não os denunciou. Em entrevista à EPTV, João descreveu o período na prisão como de medo e incerteza, afirmando ter vivido uma “angústia constante” até a revogação da prisão.
Segundo a apuração policial, João atuava na parte inferior da ponte e tinha a função de retirar equipamentos dos participantes após os saltos. Depois da queda, ele teria se aproximado de Maria Eduarda para verificar sinais vitais e pedir ajuda por rádio. A suspeita inicial de participação dele no desaparecimento da câmera usada pela vítima foi descartada no relatório que embasou o pedido de soltura.
Enquanto os dois foram liberados, quatro investigados seguem presos e foram denunciados pelo Ministério Público. A Promotoria de Justiça de Limeira atribui a três homens a prática de homicídio com dolo eventual, com qualificadoras, sob a acusação de que eles participaram diretamente da execução do salto sem adotar procedimentos básicos de segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos.
A quarta denunciada, apontada como organizadora da atividade, responde pelo mesmo crime na modalidade de omissão imprópria, além de fraude processual. Segundo a acusação, ela tinha dever de garantir padrões mínimos de segurança e teria tentado interferir na apuração envolvendo a câmera usada por Maria Eduarda, equipamento que, conforme as investigações, não foi localizado.
Maria Eduarda morreu em 13 de junho, após cair de uma altura aproximada de 30 metros durante o salto. A atividade era realizada em um viaduto ferroviário desativado conhecido como Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis. Após a tragédia, a Prefeitura de Limeira pediu medidas para restringir o acesso ao local e defendeu a demolição da estrutura, que pertence à União.
Com a denúncia apresentada, caberá à Justiça decidir se recebe ou não a acusação do Ministério Público. Caso a denúncia seja aceita, os quatro investigados passarão à condição de réus e responderão ao processo criminal. Até essa decisão e eventual julgamento, todos devem ser tratados como acusados, com direito à defesa.