MPMG apura denúncias sobre conservação do Colégio Angélica, no Centro de Coronel Fabriciano

Procedimento também avalia relato de possível retirada de itens do acervo histórico; caso está na fase de coleta de documentos e informações técnicas.

09/07/2026 às 08:06 por Redação Plox

O Ministério Público de Minas Gerais instaurou procedimento para apurar denúncias sobre a conservação do Colégio Angélica, no Centro de Coronel Fabriciano, e sobre a possível retirada de itens ligados ao acervo histórico da instituição.


Foto: Stella Dutra / PLOX


O prédio, considerado um dos principais símbolos da educação e da memória do município, é tombado como patrimônio cultural e teve a venda para a iniciativa privada confirmada recentemente.

Procedimento reúne documentos

Segundo informações repassadas à redação, as denúncias foram protocoladas há cerca de 40 dias e ainda estão em fase de coleta de documentos e informações técnicas.

O objetivo é verificar as condições atuais do imóvel, avaliar se houve dano à estrutura ou ao patrimônio protegido e definir se serão necessárias medidas para garantir a preservação do conjunto arquitetônico.

Venda reacendeu preocupação na cidade

A mobilização em torno do Colégio Angélica ganhou força depois da confirmação da negociação do imóvel.

Moradores, ex-alunos, representantes do poder público e entidades ligadas à preservação cultural passaram a cobrar esclarecimentos sobre o futuro da edificação.

Apesar da venda, o tombamento municipal impõe restrições a qualquer intervenção que possa descaracterizar o prédio ou atingir bens protegidos.

Tombamento limita mudanças no imóvel

Criado em 1950, o Colégio Angélica marcou a história de Coronel Fabriciano e do Vale do Aço como uma das instituições de ensino mais tradicionais da região.

O prédio teve a fachada protegida ainda na década de 1990 e, posteriormente, o tombamento foi ampliado para o conjunto arquitetônico.

Em razão dessa proteção, obras, adaptações ou remoção de elementos históricos dependem de análise e autorização dos órgãos competentes.

Vistoria pode definir próximos passos

O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público, que poderá adotar providências caso sejam constatadas irregularidades.

Entre as medidas possíveis estão a solicitação de vistoria técnica, acordos para preservação do bem ou ações judiciais, caso o órgão entenda que há risco ao patrimônio cultural de Coronel Fabriciano.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a