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O Ministério Público de Minas Gerais instaurou procedimento para apurar denúncias sobre a conservação do Colégio Angélica, no Centro de Coronel Fabriciano, e sobre a possível retirada de itens ligados ao acervo histórico da instituição.
Foto: Stella Dutra / PLOX
O prédio, considerado um dos principais símbolos da educação e da memória do município, é tombado como patrimônio cultural e teve a venda para a iniciativa privada confirmada recentemente.
Segundo informações repassadas à redação, as denúncias foram protocoladas há cerca de 40 dias e ainda estão em fase de coleta de documentos e informações técnicas.
O objetivo é verificar as condições atuais do imóvel, avaliar se houve dano à estrutura ou ao patrimônio protegido e definir se serão necessárias medidas para garantir a preservação do conjunto arquitetônico.
A mobilização em torno do Colégio Angélica ganhou força depois da confirmação da negociação do imóvel.
Moradores, ex-alunos, representantes do poder público e entidades ligadas à preservação cultural passaram a cobrar esclarecimentos sobre o futuro da edificação.
Apesar da venda, o tombamento municipal impõe restrições a qualquer intervenção que possa descaracterizar o prédio ou atingir bens protegidos.
Criado em 1950, o Colégio Angélica marcou a história de Coronel Fabriciano e do Vale do Aço como uma das instituições de ensino mais tradicionais da região.
O prédio teve a fachada protegida ainda na década de 1990 e, posteriormente, o tombamento foi ampliado para o conjunto arquitetônico.
Em razão dessa proteção, obras, adaptações ou remoção de elementos históricos dependem de análise e autorização dos órgãos competentes.
O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público, que poderá adotar providências caso sejam constatadas irregularidades.
Entre as medidas possíveis estão a solicitação de vistoria técnica, acordos para preservação do bem ou ações judiciais, caso o órgão entenda que há risco ao patrimônio cultural de Coronel Fabriciano.