PF apreende em Cachoeirinha espingarda registrada em nome de Jair Bolsonaro

Apreensão ocorreu horas após mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente em Brasília; defesa disse que nada foi encontrado e que já havia informado ao STF o paradeiro das armas.

09/07/2026 às 10:37 por Redação Plox

A Polícia Federal apreendeu, nessa quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio Grande do Sul. O armamento foi recolhido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, horas depois de agentes cumprirem mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília.

A apreensão ocorreu horas após a Polícia Federal realizar, na manhã do mesmo dia, uma operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente, onde ele está preso, em Brasília

A apreensão ocorreu horas após a Polícia Federal realizar, na manhã do mesmo dia, uma operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente, onde ele está preso, em Brasília

Foto: crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, a espingarda era o último item da lista de armas vinculadas ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido pela PF. O homem que estava com o armamento teria procurado a corporação espontaneamente, e a apreensão foi feita na casa dele porque o transporte da arma precisava ser regularizado.

Busca em Brasília não encontrou armamentos

Mais cedo, policiais federais estiveram na casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, para procurar armas, munições, acessórios e documentos de registro. A diligência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após divergências sobre a localização de armamentos registrados em nome do ex-presidente.

De acordo com a defesa de Bolsonaro, nada foi encontrado durante a busca. Os advogados afirmam que já haviam informado ao STF o paradeiro de todas as armas. Antes da apreensão no Rio Grande do Sul, a defesa havia comunicado que a espingarda estava em uma empresa de artigos bélicos no estado e que o armamento teria sido recebido como presente, mas nunca retirado do estabelecimento.

Divergência sobre a lista de armas

A ordem de recolhimento foi tomada no contexto da manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro. A decisão judicial exigia a entrega integral dos armamentos registrados em nome dele. Conforme a decisão citada pela imprensa nacional, Moraes considerou necessário afastar dúvidas sobre eventual permanência de armas sob posse direta ou indireta do ex-presidente.

O caso ganhou novo desdobramento depois que uma pistola registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida, em junho, durante uma abordagem no Distrito Federal. A arma estava com um integrante da segurança do ex-presidente, episódio que levou a novas manifestações da defesa e a pedidos de esclarecimento sobre os demais armamentos.

Reações políticas

A operação da PF foi criticada por aliados e familiares de Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em transmissão nas redes sociais, que a defesa já havia prestado informações sobre as armas. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também questionou a medida e criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes.

Com a apreensão no Rio Grande do Sul, a relação de armas registradas em nome de Bolsonaro que deveriam ser entregues à Polícia Federal foi considerada encerrada pelas informações divulgadas até o momento. Não houve confirmação de novos materiais apreendidos na residência do ex-presidente em Brasília.

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