Nico Williams entrega medalha à mãe após ajudar Espanha a conquistar Copa do Mundo
Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
A Polícia Federal apreendeu, nessa quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio Grande do Sul. O armamento foi recolhido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, horas depois de agentes cumprirem mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília.
A apreensão ocorreu horas após a Polícia Federal realizar, na manhã do mesmo dia, uma operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente, onde ele está preso, em Brasília
Foto: crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, a espingarda era o último item da lista de armas vinculadas ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido pela PF. O homem que estava com o armamento teria procurado a corporação espontaneamente, e a apreensão foi feita na casa dele porque o transporte da arma precisava ser regularizado.
Mais cedo, policiais federais estiveram na casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, para procurar armas, munições, acessórios e documentos de registro. A diligência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após divergências sobre a localização de armamentos registrados em nome do ex-presidente.
De acordo com a defesa de Bolsonaro, nada foi encontrado durante a busca. Os advogados afirmam que já haviam informado ao STF o paradeiro de todas as armas. Antes da apreensão no Rio Grande do Sul, a defesa havia comunicado que a espingarda estava em uma empresa de artigos bélicos no estado e que o armamento teria sido recebido como presente, mas nunca retirado do estabelecimento.
A ordem de recolhimento foi tomada no contexto da manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro. A decisão judicial exigia a entrega integral dos armamentos registrados em nome dele. Conforme a decisão citada pela imprensa nacional, Moraes considerou necessário afastar dúvidas sobre eventual permanência de armas sob posse direta ou indireta do ex-presidente.
O caso ganhou novo desdobramento depois que uma pistola registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida, em junho, durante uma abordagem no Distrito Federal. A arma estava com um integrante da segurança do ex-presidente, episódio que levou a novas manifestações da defesa e a pedidos de esclarecimento sobre os demais armamentos.
A operação da PF foi criticada por aliados e familiares de Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em transmissão nas redes sociais, que a defesa já havia prestado informações sobre as armas. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também questionou a medida e criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
Com a apreensão no Rio Grande do Sul, a relação de armas registradas em nome de Bolsonaro que deveriam ser entregues à Polícia Federal foi considerada encerrada pelas informações divulgadas até o momento. Não houve confirmação de novos materiais apreendidos na residência do ex-presidente em Brasília.