PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
A Polícia Federal cumpriu, nessa quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação tinha como alvo armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas terminou sem apreensão de armamentos.
Alexandre de Moraes
Foto: Gustavo Moreno / STF
A medida foi determinada sem manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República. Ao Metrópoles, a assessoria da PGR confirmou que o órgão não emitiu parecer antes da operação porque não foi intimado previamente pelo ministro. A Procuradoria foi comunicada somente após o encerramento das diligências.
Interlocutores ligados a Moraes sustentam que a consulta anterior não seria obrigatória, sob o argumento de que a prisão domiciliar humanitária segue regras semelhantes às aplicadas à prisão comum. Na decisão, o ministro citou o artigo 66 da Lei de Execução Penal, que trata das atribuições do juiz da execução para fiscalizar o cumprimento das condições impostas ao condenado.
Segundo a CNN Brasil, a diligência durou aproximadamente uma hora e meia. Os agentes fizeram buscas em cômodos e gavetas da casa, mas não encontraram armas no imóvel. O Poder360 informou que, em relatório encaminhado ao STF, a PF relatou que nenhum objeto foi apreendido durante a varredura.
A ordem de busca ocorreu após divergências sobre a quantidade e o paradeiro de armas registradas em nome de Bolsonaro. Antes da operação, Moraes já havia determinado a entrega dos armamentos à Polícia Federal. O caso ganhou novo capítulo depois que uma arma registrada em nome do ex-presidente foi apreendida, em junho, com um servidor do Gabinete de Segurança Institucional durante uma blitz, episódio citado pelo STF ao manter Bolsonaro em prisão domiciliar.
A defesa de Bolsonaro afirmou que já havia informado previamente o paradeiro das armas e criticou a operação. Moraes, porém, justificou a busca pela necessidade de afastar dúvidas sobre eventual permanência de armamentos sob posse direta ou indireta do ex-presidente.
Até a última atualização, não havia informação sobre nova manifestação da PGR a respeito da diligência. A apuração sobre o cumprimento das condições da prisão domiciliar segue sob responsabilidade do STF.