PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
A Justiça de São Paulo revogou a prisão temporária de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, investigados no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior paulista. Os dois estavam presos desde 20 de junho e foram soltos após a Polícia Civil não encontrar elementos suficientes para indiciá-los.
Justiça solta suspeitos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump
Foto: Reprodução
A decisão foi proferida nessa quarta-feira (8) pela 2ª Vara Criminal de Limeira. Segundo a Justiça, as provas reunidas até esta etapa da investigação não demonstraram indícios suficientes de autoria contra João Antonio e Gabriel. A revogação também teve manifestação favorável do Ministério Público, conforme informações publicadas por veículos que tiveram acesso à decisão.
Outras quatro pessoas continuam presas no caso e foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo. São elas: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves.
Na denúncia, a Promotoria de Justiça de Limeira acusa Luís Felipe, Maicon e Vitor de homicídio qualificado com dolo eventual, modalidade em que a acusação sustenta que o agente assume o risco de provocar a morte. O MP também aponta as qualificadoras de motivo torpe e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo o Ministério Público, os três homens teriam atuado diretamente na execução do salto e deixado de adotar cuidados básicos, como a conferência da conexão da corda de segurança e a dupla checagem dos equipamentos. A acusação afirma ainda que a atividade era explorada comercialmente sem estrutura formal de gerenciamento de riscos.
Evelyne foi denunciada pelo mesmo crime, na modalidade de omissão imprópria, por supostamente ocupar função ligada à organização, logística, captação de clientes e divulgação da atividade. Ela também é acusada de fraude processual, sob suspeita de ter determinado a localização e a exclusão de imagens gravadas pela câmera usada pela vítima. O equipamento, segundo a acusação, não foi localizado.
Maria Eduarda morreu em 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, em Limeira. De acordo com a denúncia, ela foi lançada da estrutura sem que a corda de segurança estivesse conectada ao equipamento preso ao corpo. A jovem caiu de cerca de 30 metros e morreu no local.
O caso segue em tramitação na Justiça. A denúncia contra os quatro acusados ainda deve ser analisada pelo Judiciário, enquanto a Prefeitura de Limeira afirma ter reforçado medidas para restringir o acesso irregular à Ponte do Esqueleto, área apontada pelo município como de responsabilidade da União.