PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
Virginia e Blaze viram alvo de ação de R$ 120 milhões por publicidade de apostas.
Foto: Reprodução/Redes Sociais/virginia/Instagram
Um dos pontos centrais da ação é um vídeo publicado por Virginia nos Stories do Instagram em 3 de julho de 2026, durante a Copa do Mundo. Segundo o MPDFT, a influenciadora, que tinha 56,7 milhões de seguidores na rede social, teria incentivado o público a apostar na vitória de Cabo Verde contra a Argentina, sem deixar claro, de forma suficiente, que se tratava de conteúdo publicitário.
MP cita vídeo durante jogo da Copa.
Foto: Reprodução/Redes Sociais/virginia/Instagram
Na avaliação do Ministério Público, a publicação teria levado consumidores ao erro e estimulado uma aposta em evento esportivo específico. A Argentina venceu a partida por 3 a 2, resultado que, conforme a argumentação do órgão, fez com que apostadores que seguiram a recomendação perdessem integralmente o valor aplicado.
Na petição, o MPDFT sustenta que Virginia teria atuado como peça de captação de consumidores para a plataforma. O órgão usa expressões como “braço operacional” e “conluio predatório” para descrever a suposta relação entre a influenciadora e a empresa, mas as alegações ainda serão analisadas pela Justiça.
Pedido inclui remoção de conteúdos.
Foto: Pedido inclui remoção de conteúdos
Além da indenização, o Ministério Público pediu tutela de urgência para que Virginia retire das redes sociais conteúdos publicitários de apostas que prometam ganhos irreais, induzam o consumidor a erro, estimulem apostas em times ou eventos específicos ou usem publicidade disfarçada em publicações de caráter pessoal.
A ação é desdobramento de um inquérito civil aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor para apurar a atuação da Blaze, operada pela Foggo Entertainment Ltda. O procedimento investiga possíveis práticas abusivas, retenção de valores de usuários, bloqueios de contas, políticas de bônus, tratamento de dados pessoais e publicidade enganosa.
Em junho, a promotoria já havia solicitado cópias de contratos firmados pela plataforma com influenciadores, entre eles Virginia Fonseca, Neymar Jr., Lucas Lira e Bruna Unaik, além de informações sobre mecanismos de jogo responsável, limites de apostas e ferramentas de autoexclusão.
A defesa de Virginia afirmou, em nota divulgada pelo Metrópoles, que tomou conhecimento da ação pela imprensa e que responderá às alegações nos autos. Os advogados sustentam que a responsabilização civil deve estar baseada em provas concretas e refutam as acusações de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo a consumidores.
O caso tramita na 7ª Vara Cível de Brasília. Até a última atualização consultada, ainda não havia decisão judicial sobre os pedidos do Ministério Público.