Flávio Bolsonaro cobra de Fachin urgência em disputa pelo comando da PF

Em Juiz de Fora, senador criticou decisão de Flávio Dino que reintegrou Andrei Rodrigues e Leandro Almada às funções na Polícia Federal.

09/09/2026 às 12:36 por Redação Plox

O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, cobrou nesta quarta-feira (9), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, leve com urgência ao plenário da Corte a disputa envolvendo o comando da Polícia Federal. A manifestação ocorreu após Flávio Dino reintegrar Andrei Rodrigues à direção-geral da PF e Leandro Almada à Diretoria de Inteligência, revertendo decisão de André Mendonça.

Flávio Bolsonaro cobra de Fachin urgência em disputa pelo comando da PF

Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro afirmou que Fachin deveria suspender a decisão de Dino e convocar os 11 ministros para analisar publicamente o impasse. O senador classificou a medida como uma das “canetadas completamente ao arrepio” da Constituição e da legislação e defendeu que a controvérsia seja resolvida pelo colegiado.

Cobrança ocorre no dia em que Fachin cancela sessão do STF

A pressão do candidato ocorre no mesmo dia em que Fachin cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira. Até o fim da manhã, o STF não havia divulgado oficialmente o motivo do cancelamento. A decisão de suspender os julgamentos foi anunciada após uma nova escalada da crise interna na Corte.

Durante passagem por Juiz de Fora para compromissos de campanha, Flávio também fez críticas diretas a Dino e acusou o ministro de agir para favorecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação é uma acusação política feita pelo candidato e não uma conclusão judicial.

Dino reintegra Andrei e decisão será submetida ao plenário

Flávio Dino determinou nesta quarta-feira a reintegração imediata de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A decisão é liminar e deverá ser submetida ao plenário do STF para referendo. Dino afirmou que não havia, naquele momento, provas do envolvimento dos dois dirigentes nas irregularidades apontadas na decisão que determinou os afastamentos.

Na terça-feira (8), André Mendonça havia afastado preventivamente os dois integrantes da cúpula da PF ao apontar suspeitas relacionadas à produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, teriam sido usados para monitorar sua atuação e a de outras autoridades. Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam Mendonça, formando maioria na Segunda Turma, mas Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a conclusão do julgamento.

Com a decisão de Dino em vigor, Andrei Rodrigues e Leandro Almada permanecem nos cargos. O próximo passo será a análise pelo plenário do Supremo, justamente o encaminhamento cuja realização imediata passou a ser cobrada por Flávio Bolsonaro.

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