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O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul volta ao centro do debate econômico ao prometer mudanças relevantes nos preços de produtos consumidos diariamente pelos brasileiros. O tratado, negociado há mais de duas décadas, prevê a redução gradual de tarifas de importação e exportação, ampliação do comércio bilateral e novas exigências ambientais e regulatórias — com efeitos diretos tanto para consumidores quanto para produtores.
Entre os impactos mais visíveis está a tendência de queda nos preços de produtos europeus, como vinhos, azeites, queijos e chocolates. Hoje, esses itens pagam tarifas elevadas para entrar no Brasil. Com o acordo, parte desses impostos será reduzida ou eliminada ao longo de um período de transição.
Especialistas alertam, porém, que o repasse ao consumidor não é automático. Custos logísticos, câmbio e margens de lucro das importadoras podem limitar o efeito imediato nas prateleiras.
No setor farmacêutico, o acordo pode baratear a importação de medicamentos e insumos europeus, mas o impacto tende a ser mais moderado. Isso porque os preços de muitos remédios no Brasil são regulados, e questões como patentes e estratégias das indústrias pesam mais do que a tarifa de importação em si.
Ainda assim, o tratado pode ampliar a concorrência e facilitar o acesso a tecnologias médicas mais avançadas, com efeitos positivos no médio e longo prazo.
Para o Brasil, o principal ganho está nas exportações. Carnes bovina e de frango, açúcar, etanol e outros produtos agrícolas terão maior acesso ao mercado europeu, com cotas ampliadas e tarifas menores. Isso fortalece o agronegócio, mas traz um ponto cego que você não pode ignorar: mais exportação pode significar menos oferta no mercado interno, pressionando preços para o consumidor brasileiro.
Ou seja, o produtor tende a ganhar mais; o consumidor, nem sempre.
O acordo também facilita a entrada de máquinas, equipamentos e bens industriais europeus no Brasil. Para empresas que dependem desses insumos, isso pode reduzir custos e aumentar produtividade. Por outro lado, setores industriais nacionais menos competitivos podem perder espaço, caso não consigam se modernizar.
Um ponto frequentemente subestimado é o conjunto de exigências ambientais e sanitárias do acordo. O agronegócio e a indústria brasileira terão de se adequar a padrões mais rígidos, especialmente relacionados à sustentabilidade e ao desmatamento. Quem não se adaptar, perde mercado — simples assim.
Se você olha apenas para a promessa de preços mais baixos, está vendo só metade da história. O acordo beneficia exportadores e consumidores de importados, mas cobra eficiência da indústria nacional e pode encarecer alguns alimentos básicos internamente. O verdadeiro ganho dependerá de como o Brasil reage: investir em produtividade, inovação e compliance ambiental — ou aceitar perder espaço.