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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata e a retirada de circulação de um lote falsificado do medicamento Mounjaro em todo o país. A medida abrange a proibição de comercialização, distribuição e uso do produto, após a constatação de que o lote não é reconhecido pela fabricante como autêntico.
Mounjaro (Reprodução)
Foto: Reprodução
Segundo a agência, a decisão integra uma operação mais ampla de fiscalização, que também identificou problemas sanitários em outros medicamentos disponíveis no mercado, em ações voltadas à proteção da saúde dos pacientes.
O Mounjaro, que tem a tirzepatida como princípio ativo, é indicado para o tratamento de obesidade e diabetes. Devido ao alto valor de mercado e à grande procura, o medicamento vem se tornando alvo de esquemas de falsificação, de acordo com autoridades sanitárias.
A apreensão foi determinada após a farmacêutica Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do Mounjaro, informar à Anvisa que o lote D838878 não foi fabricado pela empresa. Com isso, o produto foi confirmado como falsificado, e a agência proibiu qualquer forma de venda, distribuição ou uso, além de ordenar o recolhimento imediato desse lote em todo o território nacional.
A Anvisa ressalta que medicamentos falsificados podem conter substâncias desconhecidas, dosagens incorretas ou contaminantes, o que representa risco direto à saúde. Sem garantia de procedência, não há segurança quanto à eficácia, qualidade ou segurança desses produtos.
Durante a mesma operação, a Anvisa identificou irregularidades em outros medicamentos comercializados no país, o que resultou na suspensão de venda, distribuição e uso de diversos lotes.
Entre os casos apurados está o do Imbruvica, utilizado no tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma. Três lotes — NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 — foram considerados irregulares após a farmacêutica Janssen-Cilag informar que não reconhece a fabricação desses produtos. Como consequência, o registro da versão em cápsulas do medicamento foi cancelado.
Outro medicamento atingido pela ação foi o Voranigo, indicado para pacientes com tumores cerebrais. O lote FM13L62 foi recolhido depois que os Laboratórios Servier do Brasil comunicaram que não produzem essa versão específica do produto.
A agência também identificou problemas de troca de embalagens em outros remédios, situação que pode levar a erros de dosagem ou uso inadequado do tratamento. Esse tipo de falha é considerado grave, pois pode provocar a ingestão de substâncias erradas ou em quantidades perigosas.
No caso do Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg (lote OA3169), a caixa continha comprimidos de hidroclorotiazida 25 mg, medicamento utilizado para tratar hipertensão. A própria fabricante, MedQuímica, identificou o erro e iniciou o recolhimento voluntário do lote.
Já o Alektos 20 mg (lote 569889), um antialérgico da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., foi embalado em caixa de Nesina, remédio indicado para diabetes. Esse produto também está sendo recolhido do mercado.
A Anvisa reforça que medicamentos falsificados ou com qualquer irregularidade não devem ser utilizados, pois não oferecem garantia de segurança, eficácia ou qualidade. O uso desses produtos pode provocar sérios danos à saúde.
Para reduzir os riscos, a orientação é que a população sempre confira a procedência dos remédios, verifique com atenção os números de lote e as datas de validade e compre medicamentos somente em farmácias, drogarias e distribuidoras devidamente autorizadas.
A agência destaca ainda que qualquer suspeita de falsificação, troca de embalagens ou outras irregularidades deve ser comunicada imediatamente aos canais oficiais da Anvisa ou à Vigilância Sanitária local.
Segundo o órgão, medicamentos fora dos padrões podem conter substâncias desconhecidas, dosagens inadequadas ou contaminantes, o que coloca em risco a saúde dos pacientes. A recomendação é clara: evitar produtos de origem duvidosa e priorizar sempre estabelecimentos regularizados na hora de adquirir remédios.